terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Grupo Telefónica obtém retorno de €40 milhões sobre o investimento global em 1.532 startups

O Telefónica Open Future_, programa global de inovação aberta e empreendedorismo do Grupo Telefónica (controlador da Vivo), contabilizou em 2016 um total de €166 milhões investidos em 1.532 startups desde o início do programa globalmente, em 2011, quando lançou a primeira aceleradora Wayra. Desse total, a companhia já obteve retorno de €40 milhões sobre o investimento realizado, ou o equivalente a 25%, por meio da venda de sua participação nas empresas que obtiveram sucesso e foram negociadas no mercado.

Além das empresas que participaram do programa de aceleração da Wayra, o montante de recursos inclui investimentos feitos também pelo fundo Telefónica Ventures e pelos fundos Amérigo. No caso da Wayra, a operadora faz investimentos em novas empresas digitais em troca de participação acionária que varia entre 7% e 10%, com possibilidade de conversão por um período de até três anos.

De acordo com Javier Placer, diretor global do Telefónica Open Future, em 2017 será mantido o ritmo de trabalho nas 11 aceleradoras Wayra fixadas em 10 países. Ele estima que o ritmo de saída das startups deverá crescer. “Existe cerca de 70 empresas, algumas muito grandes, nas quais o período de quatro ou cinco anos de permanência como sócios está se esgotando e o normal é que ocorram vendas ou saídas na bolsa da valores”, explica o executivo.



Programa se amplia no Brasil
O Brasil é o quarto país com maior número de startups apoiadas desde 2012, quando foi criada a Wayra Brasil, com um total de 58 empresas no acumulado do período. Antes, aparecem Espanha (567 startups), Chile (375) e Reino Unido (120 empresas).

Além da aceleradora, que já investiu R$ 9,2 milhões em quatro anos de operação no país, os Fundos Amérigo, que está em sete países, investiu R$ 40 milhões em seis startups brasileiras, através da gestora de investimentos Invest Tech. As startups aceleradas pela Wayra já captaram outros R$ 64,4 milhões junto a investidores externos e 87,1% delas já comprovaram seu modelo de negócio e registra faturamento.

Em 2016, o Open Future cresceu no país e começou a firmar parcerias para a implantação de espaços de crowdworking. Já neste primeiro ano, foram lançados quatro Crowds junto a parceiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que apoiam hoje 29 projetos com programa de pré-aceleração.

Primeiro espaço lançado ano passado, o Crowd Vale da Eletrônica é fruto de parceria com o Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações - e a Ericsson, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. Já o Paraná conta com dois espaços, o Crowd Londrina, em parceria com a UEL – Universidade Estadual de Londrina e o Sebrae Paraná, e o Crowd Hotmilk PUCPR, anunciado em dezembro junto com a Pontifícia Universidade Católica, em Curitiba. Em São Paulo, o Crowd Senac foi instalado em conjunto com o Centro Universitário Senac - Santo Amaro.

“A proposta desses espaços é ajudar a impulsionar o talento local e incentivar jovens com vocação empreendedora a colocar em prática suas iniciativas de base tecnológica, fornecendo infraestrutura de espaço, suporte técnico e mentores capacitados a orientá-los no desenvolvimento de um novo negócio”, ressalta Renato Valente, country manager do Open Future no Brasil. Depois de iniciado no ambiente do Crowd, o empreendedor tem a oportunidade de pleitear novo apoio pelo programa, em uma segunda etapa, por meio da Wayra, onde poderá receber US$ 50 mil em investimento financeiro, além de US$ 50 mil em serviços e aceleração, por um período de 12 meses.

Sobre o TOF
Telefónica Open Future_ é o programa global de inovação aberta do Grupo Telefónica, que detém no Brasil a marca Vivo.  A iniciativa faz parte do esforço corporativo e empreendedor da empresa de mantê-la conectada com o que existe de mais avançado em termos de inovação dentro de sua estratégia de transformação digital.  O programa tem o objetivo de promover o crescimento de talentos com ferramentas de aceleração, englobando iniciativas como a Wayra, aceleradora de startups, os fundos de investimento Amérigo e Telefónica Ventures e espaços de crowdworking para projetos em fase inicial de desenvolvimento, implantados por meio de parcerias público-privadas.
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