terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Cineteatro São Luiz recebe nesta quarta, às 12h30, o Maracatu Solar, com entrada franca

Após apresentações dos maracatus Nação Fortaleza e Vozes D´África, nas duas primeiras quartas-feiras de fevereiro, o público poderá conferir neste dia 15/2, no intervalo do almoço, o Maracatu Solar, grupo que se destaca por conciliar tradição e inovações

Um encontro entre a riqueza cultural do maracatu cearense e toda a beleza e a tradição de uma das mais belas casas de espetáculo de todo o País. Os maracatus vão ao Cineteatro São Luiz, todas as quartas-feiras de fevereiro, sempre no horário do almoço. É o projeto Curta São Luiz, que realiza apresentações de diversas linguagens, começando às 12h30, como forma de contemplar o público do Centro da cidade: estudantes, comerciários, trabalhadores em geral e pessoas que vão ao bairro fazer compras, resolver questões, consertar objetos, pegar ônibus, estudar ou simplesmente passear desfrutando o ventinho e os bancos da Praça do Ferreira, para bons dedos de prosa.

No mês de fevereiro, de tradição carnavalesca, o Curta São Luiz promove a programação especial Batuques de Maracatu, saudando os 80 anos do maracatu mais antigo em atuação no Ceará, o Az de Ouro, e destacando também outros grupos que de forma singular e plural representam essa herança: Maracatu Vozes D'África, Maracatu Nação Fortaleza e Maracatu Solar.
O Maracatu Solar, institucionalmente um programa de formação cultural continuada da Associação Cultural Solidariedade e Arte – SOLAR, tem como objetivo agregar valores a esta importante manifestação cultural de Fortaleza e servir como instrumento de formação de novos praticantes e brincantes.

Idealizado e fundado em 2006, por um grupo de artistas ligados à ONG de mesmo nome, tendo como presidente o cantor e compositor Pingo de Fortaleza, e o Griô Descartes Gadelha na sua concepção rítmica e estética, o Solar estreou no Carnaval de Rua de Fortaleza em 2007, com o tema "Maracatu Solar", contando com a participação de mais de 150 brincantes. O grupo tem sua musicalidade inspirada nos batuques do Maracatu Az de Ouro executados entre as décadas de 40 e 50 do século passado, e sua concepção estética de figural (ao contrário das fantasias já consideradas tradicionais do maracatu cearense, com forte influência das escolas de samba e dos vestuários medievais) faz referências maior a cultura afrobrasileira e a artesania cearense.

Esses fatores combinados, ritmo acelerado tocado em comum com o andamento lento, e fantasias leves, podem ser consideradas as características mais marcantes do Maracatu Solar, já que em suas estruturas de alas e figuras principais reproduz o cortejo tradicional do maracatu cearense: baliza, porta-estandarte, índios, balaieiro, negras, casal de preto-velhos, baianas, corte, batuque e tiradores de loas. Outra característica marcante do Maracatu Solar é a não utilização do "Negrume" no rosto dos seus brincantes, e a prática de pinturas tribais ancestrais e individuais pelo seu coletivo de participantes.

Os maracatus

As primeiras notícias dos maracatus, os cortejos simbólicos de representação de coroação de uma rainha negra, no Ceará, datam do final de século XIX. Contudo, foi com a criação do maracatu Az de Ouro, em 1936, que essa manifestação veio a se consolidar e proliferar na cidade de Fortaleza. Atualmente são 14 grupos na capital cearense, e muitos receberam influências diretas ou indiretas do maracatu Az de Ouro.

Programação - Todas as quartas de fevereiro, às 12h30: 
15/02 - Maracatu Solar
22/02 - 
Maracatu Az de Ouro

Local: Hall do Cineteatro 
São Luiz (Foyer), na Praça do Ferreira, Centro de Fortaleza.
Entrada: Gratuita
 
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