sexta-feira, 14 de abril de 2017

Mad Monkees lança o primeiro disco da carreira nessa sexta-feira

Produzido por Carlos Eduardo Miranda, o álbum apresenta 10 faixas com o melhor do Rock’n’Roll do Ceará

  
Há exatamente dois anos, os fãs do bom e velho Rock’n’Roll têm a chance de conferir o trabalho de um grupo cearense que, apesar do pouco tempo de estrada, já mostrou a que veio. Formado por Felipe Cazaux, Hamilton de Castro, Capoo Polacco e PH Barcellos, a Mad Monkees vem apostando numa sonoridade firme e forte, entre vozes, guitarras, baixo e bateria que evidenciam o caráter maduro e bem executado de suas músicas, muito pela vasta experiência dos músicos em projetos anteriores.

Prova disso é o resultado do disco de estreia do quarteto, que será lançando na próxima sexta-feira (14/4), nas principais plataformas digitais. O álbum, homônimo, foi gravado em São Paulo, em parceria com o icônico produtor Carlos Eduardo Miranda, além de contar com uma série de participações especiais. Dentro os convidados, destaque para Emmily Barreto, do Far From Alaska, Anderson Kratsch e Stevam Sinkovitz, do grupo Marrero, e Klaus Sena, baixista do Saulo Duarte e a Unidade.     

Artista reconhecido por transitar entre diversos estilos, Felipe Cazaux explica que a Mad Monkees é um projeto mais inclinado ao rock, algo que não chega a ser uma surpresa aos que já acompanham a trajetória do músico, que também é fortemente influenciado pelo blues. “Somos uma banda que, desde o início, tem uma vontade imensa de fazer um Rock que agradasse aos verdadeiros headbangers, com peso, melodia e muita ‘porradaria’. Já mostramos isso nos nossos shows, trazemos essa característica para o nosso EP, de 2015, e agora com o esse disco”, explica.  

Rock engajado
O álbum “Mad Monkees” traz 10 faixas que chamam atenção dos fãs não apenas pelo som pesado, mas por suas letras de cunho político e social. A faixa “Profit Over Doom”, por exemplo, fala sobre as diferentes guerras e disputas de poder ao redor do mundo, tema, infelizmente, bastante atual nos dias de hoje. “Bombman” segue na mesma linha, quando aborda a questão dos ataques terroristas, independentemente da religião ou motivação de quem a pratica. “A letra fala do homem que tira a vida de muitos acreditando ser algo divino, religioso, e do quanto as pessoas são cegas pelas suas crenças”, diz Felipe.

 “Monkee Business” tem um significado forte para a banda, como reforça Cazaux. “A letra da música aborda as dificuldades de relacionamento que tivemos no início, mas, ao mesmo tempo, fala sobre como a relação dos quatro integrantes tocando juntos é especial, pois temos um sonho em comum, que é 'viver' desse trabalho que gostamos tanto. O refrão reforça essa ideia de que a gente quer que tudo dê certo”, diz.   

Processo criativo
Além da participação de Miranda em todas as etapas de produção, o primeiro disco da Mad Monkees - que leva o nome da banda - contou ainda com os trabalhos de Rodrigo Sanches, engenheiro de som e recente ganhador do Grammy Latino, e Randy Merrill, do Sterling Sound, estúdio responsável pela masterização da Mad Monkees e de artistas como Rolling Stones, Metallica, Lady Gaga, Miles Davis e, mais recentemente, Adeleque ganhou o Grammy de melhor disco em 2017.    

E sobre a parceria com o renomado produtor, Felipe Cazaoux é só elogio. “O Miranda nos ajudou muito com a nossa autoafirmação enquanto banda, nos ajudando a achar o melhor caminho para o som e para as nossas características pessoais. Além disso, foi uma baita aula Rock, com seus ensinamentos e conhecimentos”, reforça.

A gravação aconteceu no estúdio Rootsans, em São Paulo, e durou aproximadamente 20 dias. O disco de estreia da Mad Monkees vai sair pelo selo Ressaca Records, de São Paulo.

 Shows
A Mad Monkees também está com a agenda de shows fechada para os próximos meses. No dia 20 e 22 de abril, o grupo se apresenta, respectivamente, no Stage Bar Estúdio Aurora, em São Paulo. Eles também tocarão no Maloca Dragão, no dia 28 de abril. Antes, no dia 25 de abril, o quarteto estará presente no Sesc Iracema. Além disso, a banda sobe ao palco no dia 14 de maio, no Festival Bananada, em Goiânia.

O grupo também tem shows marcados no dia 12 de maio, em Brasília (Zepellim Burguer), e dia 08 de junho, em Belo Horizonte (Bar A Obra).  

 Sobre a banda
O guitarrista, vocalista e compositor Felipe Cazaux, no início de 2015, convidou Hamilton de Castro e Capoo Polacco, que já o acompanhavam em seu trabalho solo, para montar um novo projeto mais inclinado ao rock. Após tocar com o baterista PH Barcellos em outra oportunidade, convidou o músico para completar o time e, assim, começaram a desenvolver as músicas registradas no EP homônimo, lançado em setembro de 2015.

O som firme, maduro e bem executado, deixa claro que, além da influência de clássicos do Rock como Led Zeppelin, Jimi Hendrix e Black Sabbath, também incorpora elementos de bandas mais atuais, como Queens of The Stone Age, Foo Fighters, Royal Blood. Bandas de música alternativa dos anos de 1990, como Nirvana, Soundgarden, Alice In Chains, também estão entre as influências da banda, além de estilos como Blues e Heavy Metal.

O grupo já participou de inúmeros festivais ao longo dos últimos três anos, entre eles o Festival DoSol e Suado, ambos no Rio Grande do Norte, Feira da Música, Maloca Dragão, Ponto CE - onde abriram o show do Soulfly, banda do ex-vocalista do Sepultura (Max Cavalera), Dragão do Metal, Rock-Cordel, Grito Rock, entre outros. Essas oportunidades acabaram rendendo o convite pelo SESC Belenzinho, em São Paulo.

Mad Monkees

Felipe Cazaux - guitarra / voz
Hamilton de Castro – baixo
Capoo Polacco - guitarra
PH Barcellos - bateria








Serviço:
Lançamento do disco Mad Monkees
Dia: 14/04
Selo: Ressaca Records
10 faixas
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