quinta-feira, 22 de junho de 2017

Para Sindieventos, crescimento do segmento também passa pela sindicalização

Um evento não começa a ser planejado de um dia para o outro. Requer tempo, programação e investimento. Para quem planeja um casamento, formatura ou um aniversário, por exemplo, é fundamental saber que pode contar com a pontualidade e expertise, das empresas contratadas, para a festa sair perfeita. Por isso, destaca a presidente do Sindicato das Empresas Organizadoras de Eventos e Afins do Estado do Ceará (Sindieventos), Circe Jane Teles da Ponte, é de fundamental importância checar a regularização e sindicalização das empresas fornecedoras, tanto para a segurança do consumidor quanto dos empresários.
De acordo dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc Brasil), o setor de Turismo, Eventos e Hospedagens já é a segunda economia mais importante para o Brasil, perdendo apenas para o agronegócio. Segundo o diretor do Fórum Eventos, Sergio Junqueira, o segmento responde por um faturamento de R$ 700 bilhões ao ano, correspondendo a 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e gerando 15 milhões de empregos no País.
Conforme o relatório “2º Dimensionamento Econômico do Setor de Eventos”, de 2013, elaborado pela Associação Brasileira das Empresas de Eventos (Abeoc), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os dados para esse mercado são promissores. Somente em 2013, o Brasil realizou 590 mil eventos, com 202 milhões de participantes, o que correspondeu a R$ 209,2 bilhões de receita total, representado 4,32% do PIB do Brasil no período. De acordo com a pesquisa, foram 7,5 milhões de empregos gerados direta e indiretamente.
Nesse período, a região Nordeste estava em segundo lugar em número de eventos, com 20%, correspondendo a 116,3 mil eventos, estando atrás apenas do Sudeste, que abrigou 52%.  Para chegar aos números, o relatório consultou, na época, 60 mil empresas do segmento.
De lá para cá a economia do País passou por mudanças. Apesar da crise econômica vivida pelo Brasil, nos últimos anos, a perspectiva para esse mercado é positiva e vem melhorando. Mas, embora o cenário demonstre crescimento, Circe Jane afirma que a categoria se preocupa com casos de danos aos clientes ocorridos, em várias cidades do País, aplicados por empresas ligadas ao setor de eventos. “Esses episódios acabam trazendo uma visão negativa do mercado”, declara. 
No caso do consumidor que contrata uma empresa sindicalizada, pondera Circe Jane, ele terá a segurança e a tranquilidade de que receberá exatamente o que foi contratado. Os casos de lesão ao consumidor, principalmente em eventos para formandos e até casamentos, de acordo com a presidente do Sindieventos, reforçam a importância de se contratar empresas sindicalizadas, pois elas são reconhecidas no mercado, tendo comprovada a sua competência e integridade.
Circe Jane explica que para uma empresa tornar-se associada são levados em conta vários critérios, como idoneidade, competência, e compromisso. “Além disso, a empresa passa a obedecer ao código de ética do Sindicato. Tudo para assegurar aos consumidores que as empresas sindicalizadas vão realizar seus eventos de forma segura”, explica.
O Sindieventos também conta com um estatuto que trata sobre os objetivos e deveres do sindicato, direitos e deveres dos associados, além de outros pontos. Circe Jane destaca ainda que para as empresas associadas são vários os benefícios, como assistência jurídica, apoio institucional da Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), interatividade e intercâmbio de informações entre as empresas associadas, dentre outros.
Mais um ponto positivo para quem é sindicalizado, cita, são as oportunidades de capacitação e profissionalização. O sindicato disponibiliza seminários e cursos realizados em parcerias com faculdades, além dos cursos promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Ceará (Senac-CE), instituição integrante do Sistema Fecomércio, a qual também o Sindieventos é filiado.
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