terça-feira, 10 de outubro de 2017

Chico Lopes denuncia tentativa do governo de usar dinheiro público para "seguro-falência" a banqueiros

O deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE) denuncia que o Governo Federal pretende beneficiar bancos privados com enormes quantidades de dinheiro público, através do envio de um novo projeto de lei ao Congresso Nacional, garantindo privilégios para esses bancos, em caso de  "quebra" ou problemas financeiros graves.  O projeto altera as medidas previstas pelo sistema financeiro nacional para socorro a bancos e credores dessas instituições, pretendendo implementar regras que garantem um "seguro-falência" aos banqueiros, às custas do Tesouro Nacional, prejudicando o contribuinte.

"Esse projeto é absurdo, porque praticamente premia o proprietário de banco que fizer gestão temerária e conseguir quebrar a sua empresa. Em um país em que mesmo com a economia em crise os bancos batem recorde de lucros, precisa ser muito ruim de administração para para levar um banco a quebrar", destaca Chico Lopes.

"A sociedade não aceita esse tipo de medida. Enquanto o trabalhador, a dona de casa, as classes mais populares, a classe média tem que cuidar muito bem das suas contas, o governo não pode simplesmente premiar com dinheiro público banqueiros que forem à falência", ressalta o deputado.

"Esse projeto é na verdade a volta do famigerado Proer, que foi usado nos anos 90 pelo então presidente FHC para socorrer os banqueiros amigos dele", acrescenta Chico Lopes, defendendo mobilização social para rejeitar o projeto no Congresso.

Projeto rasga a Lei de Responsabilidade Fiscal

"A Lei de Responsabilidade Fiscal, que foi tão utilizada pelo governo tucano para pregar austeridade, ajuste fiscal, rigor nas contas públicas, será agora desrespeitada se esse projeto de 'seguro-falência' para os bancos for aprovado", alerta Chico Lopes.
"Esse novo projeto pretendido pelo desgoverno Temer quer autorizar justamente o que a lei proíbe: que o Tesouro Nacional coloque dinheiro para salvar bancos quebrados", acrescenta o parlamentar.
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