domingo, 1 de outubro de 2017

Colunista Fábio Campos diz que Beto Studart deixa a FIEC e pensa em vida política

Da coluna do jornalista Fábio Campos na edição desse domingo do Jornal O Povo:

Um rebuliço tomou conta dos bastidores empresariais e políticos cearenses ao longo da sexta-feira passada. É que o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, reuniu o seu grupo mais próximo de amigos, uns sete ou oito empresários, para anunciar sua decisão de deixar o comando da entidade. Os que participaram do petit comité não esconderam a surpresa com o inesperado anúncio.

O empresário relatou para seu grupo que as motivações para a saída são, digamos, de cunho pessoal. Alegou necessidade de viver a vida, passear e se livrar de preocupações comezinhas originárias do cotidiano sindico-patronal. Certamente, os amigos de Studart sabem bem que a Fiec jamais impediu Studart de cruzar o oceano com seu jatinho e curtir as delícias do velho mundo.

Pelo menos dois presentes ao anúncio creem que a decisão do empresário do ramo imobiliário se relaciona de forma direta com a política partidária. Mais apropriadamente com a eleição estadual de 2018 que vai decidir se Camilo sai ou continua por mais quatro anos. Afinal, a disputa política é o desejo nada secreto repetidamente manifestado pelo presidente da Fiec.

Bom, diante disso, o que se passou a especular? São três as possibilidades. Uma, menos provável, é a seguinte: Beto Studart vai trabalhar para encabeçar uma chapa na disputa pelo Governo do Ceará. Para isso, teria que articular a formação de uma aliança viável. Algo nada fácil.

Caminho também não muito provável: Beto vai buscar uma vaga de candidato a senador em uma das possíveis chapas majoritárias. Uma das possíveis? Pois é. Afinal, trata-se de um ainda filiado ao PSDB que conversa muito com o governador Camilo Santana (PT), um passageiro do jatinho. Ou seja, um lado ou outro da moeda pode ser 
conveniente à pretensão.

A hipótese mais provável: Beto Studart já manteria adiantadas conversas com Camilo Santana para ser o candidato a vice-governador do petista. Sendo assim juntemos as três possibilidades em um balaio e as misturemos para concluir que a decisão de deixar a Fiec é um jabuti subindo em árvore. 

QUEM ASSUME A FIEC? 
ORA, O VICE. MAS...

Diante da decisão de Beto Studart de deixar a Fiec, quem assume o comando da mais poderosa entidade patronal do Ceará cujo caixa é recheado com o dinheiro da questionável contribuição sindical?

Basta passar a vista na linha de comando da entidade para concluir que a vaga caberá a Alexandre Pereira, empresário do ramo da indústria de panificação, as tradicionais e queridas padarias.

Porém, Alexandre não é apenas o vice-presidente da Fiec que chegou lá montado em um acordo para ser o sucessor de Studart. O homem é também presidente do PPS e secretário do Turismo da Prefeitura de Fortaleza. Um político, portanto.
 
Parece tudo bem, não é? Nem tanto, nem tanto. Consta que Studart tem outros planos quanto à presidência da Fiec. Atentem para o nome de Ricardo Cavalcante, seu amigo pessoal e homem mais próximo do presidente no dia a dia da entidade.

Até as paredes das padarias sabem que Studart não quer ver Alexandre Pereira como presidente da entidade. Porém, como fazer valer o desejo se o estatuto diz que, na renúncia do presidente, assume o seu vice? Ora, que tal mudar o estatuto? Virgem nossa! Trata-se de um caminho pedregoso e repleto de espinhos. 
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