sábado, 25 de novembro de 2017

PRAÇA PORTUGAL SEDIA 1º TREINAMENTO PARA DITADURA GAYZISTA NESTE SÁBADO

A intervenção vai contar com quatro módulos de iniciação à táticas de resistência ao heteroterrorismo.

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Está convocada para às 16h deste sábado (25) a primeira edição do Treinamento para a Ditadura Gayzista, um curso intensivo com quatro módulos de iniciação à táticas de resistência e enfrentamento ao heteroterrorismo. O evento é aberto ao público, não é necessário se inscrever previamente para participar e o acesso é gratuito. A Praça Portugal fica na Aldeota, no cruzamento das avenidas Dom Luis com Desembargador Moreira. 

Abrindo a programação, vai acontecer o primeiro módulo, mediado pela bailarina e coreógrafa Silvia Moura: Iniciação ao ponto simples em Bordado. Em seguida a cineasta Lívia Soares vai mediar o segundo módulo: Defesa Pessoal. E logo após, o bailarino Thomas Saunders vai mediar o módulo de maquiagem Drag. O Treinamento Para Ditadura Gayzista vai encerrar com uma aula pública sobre Teoria Queer com a participação do professore Cadu Bezerra (Unilab) e do ativista Kaio Lemos (Atrans).

A ação performática é proposta por dois coletivos artísticos residentes em Fortaleza, o EmFoco e o Outro Grupo de Teatro, que têm construído suas trajetórias aprofundando pesquisas respectivamente quanto à utilização do espaço urbano e às questões da sexualidade humana e suas subjetividades.

É arte ou é política?

Na contemporaneidade, a relação direta entre arte e política borra-se, pois, atividades artísticas apresentam-se como manifestos políticos e práticas políticas procuram suportes estéticos. É neste intermeio que propomos a Performance Urbana Nômade – Treinamento para a ditadura gayzista. 

Para Eduardo Bruno, do EmFoco, que concebeu a ideia da ação, ela se aproxima de uma anti-arte. "Eliminarmos o objeto artístico em detrimento de uma ação interventiva social que abre mão da contemplação para convocar o envolvimento comunitário", explica. O Treinamento Para Ditadura Gayzista propõe um espaço político-artístico que imprime respostas urgentes às opressões sócio-políticas que a comunidade LGBTQI+ vem sofrendo, principalmente nos últimos tempos por parte do ultraconservadorismo. 

"Nós não estamos declarando guerra às pessoas heterossexuais", explica Ari Areia, do Outro Grupo de Teatro. "Nossa ação mira no heteroterrorismo, que cega as pessoas levando elas a odiar tudo que fuja à heteronormatividade". Nesse sentido, nos apropriamos do termo Ditadura Gayista, tão usado para nos atacar quando brigamos pela garantia de direitos básicos das populações LGBTQI+ que são historicamente precarizadas. Nos valemos desse termo não para afirma-lo, mas para subvertê-lo e convocar uma insurgência libertaria dos corpos em toda e qualquer expressão da existência

/// SERVIÇO
1º Treinamento Para Ditadura Gayzista
25 de Novembro
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