terça-feira, 21 de novembro de 2017

Prefeitura de Fortaleza reduz em 37% a incidência de calazar

Os dados mostram ainda a interrupção de áreas de transmissão intensa na cidade que alcançava 12 bairros em 2012 e atualmente se concentra em apenas dois

A Prefeitura de Fortaleza reduziu em 37% a incidência de leishmaniose entre cães na capital, durante o período de quatro anos. Em 2012 foram registrados 128 casos da doença e, em 2016, esse número caiu para 81. As ações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da coordenadoria de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos, apontam outro dado importante: a redução de animais eutanasiados. Essa taxa diminuiu para 26% em 2016, quando comparado ao ano anterior, resultado das ações preventivas e educativas desenvolvidas pela SMS.

Os dados, divulgados através do Boletim Epizootiológico de 2016 e consolidados no  último mês de agosto, mostram ainda a interrupção de áreas de transmissão intensa na cidade que alcançava 12 bairros em 2012. Atualmente se concentra em apenas dois bairros. 

O levantamento das informações permite ainda visualizar algumas particularidades. A maior incidência dos casos de calazar encontram-se no primeiro semestre, quando ocorre a quadra chuvosa. Este período apresentou uma frequência de chuvas regulares ou abaixo da média, influenciando dessa forma diretamente no aumento da população do flebotomíneo, vetor transmissor, também conhecido como mosquito-palha.

Entre as ações de controle e combate desenvolvidas pelo município ao vetor da doença, destaca-se o papel dos agentes de Educação em Saúde e Mobilização Social (Nesms) que promovem abordagem educativa com a população, alertando para os cuidados e orientações sobre o armazenamento adequadamente do lixo orgânico (a fim de evitar a ação do mosquito) e a iniciativa dos proprietários na adoção de coleiras e repelentes específicos para cães, com o objetivo de evitar que o mesmo seja picado pelo mosquito. Outro ponto de destaque foi a regularização, por parte do Ministério da Saúde, ao tratamento de animais doentes, com a liberação de medicamentos que auxiliam no controle dos sintomas da doença.

Para o gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos, Atualpa Soares, a consolidação desses dados permite a elaboração de ações estratégicas para o combate ao vetor. “Temos através dos dados a capacidade de consolidar ações estratégicas para controlar e reduzir os índices de infestação dessa doença”, destacou Atualpa.

Saiba mais
A Leishmaniose Visceral, causada por meio de um protozoário, é transmitida pelo mosquito-palha, provocando nos animais emagrecimento brusco, a perda dos pelos e pequenas lesões na pele que evoluem para grandes feridas. Nos humanos os sintomas que apontam para a contaminação do paciente são a febre que pode ter semanas de duração, fraqueza, inapetência, anemia, emagrecimento, palidez, aumento de órgãos como o baço e o fígado, além de comprometimento da medula óssea, do sistema respiratório, diarreia e sangramentos na boca e no intestino.
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