quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Reforma trabalhista, que começou a valer neste sábado, retira direitos e oficializa trabalho precário no Brasil, avalia deputado


A reforma trabalhista, que começou a valer neste sábado, 11/11, retira direitos dos trabalhadores, faz com que eles paguem injustamente pela crise e oficializa a precarização do trabalho no Brasil. A avaliação é do deputado federal cearense Chico Lopes (PCdoB), que votou contra a reforma e alerta para as consequências extremamente negativas que podem acontecer agora que a reforma está em vigência.

"Os direitos trabalhistas foram destruídos por essa dita reforma, que na verdade é muito mais um ataque ao trabalhador e à economia brasileira. Estão com o mesmo pretexto de que isso vai gerar empregos, o que sabemos que não é verdade. O que a mudança na lei vai possibilitar é a precarização dos empregos já existentes", diferencia o parlamentar. 

"As empresas passarão a contar com respaldo oficial para tratar o trabalhador de forma ainda mais desigual, com absurdos como pagamento por hora de trabalho, com horário totalmente incerto, e com a precarização ainda maior das relações trabalhistas no Brasil", alerta Chico Lopes.

"O mais grave é que a Justiça do Trabalho, que antes era o único caminho de o trabalhador procurar seus direitos em muitos casos, agora ficará várias vezes de mãos atadas. Isso porque a lei, mudada pelo desgoverno de Temer e aprovada pelo congresso cheio de empresários, como os senadores cearenses, vai dar razão às empresas. Oficializa o trabalho precarizado e aumenta a exploração do trabalhador. Um enorme retrocesso", acrescenta Lopes.

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