quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Ex-namorado é condenado a 11 anos e 4 meses por assassinar bailarina cearense em São Paulo

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O administrador Anderson Rodrigues Leitão, de 27 anos, foi condenado, nesta terça-feira (5), a 11 anos e 4 meses de reclusão pela morte da ex-namorada, a dançarina Ana Carolina de Souza Vieira, de 30 anos. O crime foi cometido em 2 de novembro de 2015, na Zona Sul de São Paulo.
De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), o júri popular decidiu pela condenação do réu. Da pena, dez anos foram determinados pelo homicídio qualificado e um ano e quatro meses por furto simples, em regime inicial fechado.
A sentença foi lida pelo juiz Roberto Zanechelli, da 1ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda. Anderson confessou ter esganado Ana após uma discussão no apartamento onde ela morava, na Zona Sul da capital. O corpo da dançarina só foi encontrado dois dias depois. O administrador foi preso em flagrante e contou com exclusidade ao G1 que matou a ex por ciúmes porque não aceitava o fim do namoro (assista vídeo abaixo).
“Montei em cima dela e a estrangulei [esganei] com as minhas próprias mãos”, afirmou Anderson naquela ocasião, que, na verdade a esganou. Ele alegou ainda ter tentado se suicidar em seguida, tomando veneno. Atualmente está preso preventivamente na Penitenciária masculina de Tremembé, no interior paulista.
O réu também era acusado de homicídio doloso qualificado, ocultação de cadáver e furto. Além de feminicídio, as outras qualificadoras do assassinato são meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público (MP), Anderson furtou US$ 700, 80 libras, R$ 800, celular e cartão bancário de Ana.
De acordo com a confissão que o administrador deu à Polícia Civil e ao G1, ele matou a dançarina no quinto andar do Condomínio Neo Ipiranga, na Rua Vergueiro. O cadáver de Ana só foi encontrado no dia 4 de novembro por vizinhos devido ao mau cheiro.
Zeladores do prédio decidiram tocar a campainha do apartamento da dançarina. Como a porta estava destravada, eles entraram e a encontraram morta na cama do quarto. Então chamaram a Polícia Militar (PM), que prendeu Anderson.
Os policiais encontraram as janelas fechadas, um ventilador ligado e incensos acesos. Ana tinham sinais de violência pelo corpo.
Anderson confessou que asfixiou Ana após uma briga. A dançarina teria ficado irritada quando ele olhou as mensagens de WhatsApp no celular dela. Em seguida, segundo o acusado, a ex teria dito que gostaria de vê-lo morto. O administrador ocultou o corpo dela por dois dias.
O assassino falou que depois tomou veneno de rato para morrer abraçado a ex-namorada. “Quando me dei conta, ela já estava desfalecida, apagada, e não tinha mais o que fazer”, afirmou ele ao G1. Chorando, ainda pediu para a família da ex-namorada perdoá-lo.
Após matar Ana, Anderson postou em seu Facebook, uma mensagem em que dizia: “Deus, tenha misericórdia de nossas almas, adeus a todos”. Nos comentários, amigos e até estranhos o chamaram de “monstro” e pediram sua prisão pelo crime.
Meses antes do crime, em junho de 2015, Ana havia participado do concurso “Bailarina do Faustão”, do programa Domingão do Faustão, da TV Globo, também na capital paulista. Ela ainda fez testes por cerca de um mês com a banda Aviões do Forró, que divulgou uma nota lamentando a morte da dançarina à época.
A cearense Ana já havia alertado a portaria do prédio para não deixar Anderson entrar no condomínio por causa das inúmeras brigas quando eles namoravam. Até cartazes com as fotos dele foram deixadas por ela com o porteiro.
Familiares da vítima chegaram a contar a imprensa que Ana relatou ter sido ameaçada por Anderson após o fim do relacionamento. Para os parentes da dançarina, ele é agressivo e possessivo.
Com informações da Folhamax
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