sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Música - Casa de Velho é atração do Festival Psicodália, que acontece em Santa Catarina no período de Carnaval

Após o show de lançamento do single “Deus e o Zômi”, realizado em janeiro deste ano, no Dragão do Mar, a banda cearense Casa de Velho se prepara para participar do Festival Psicodália, que acontece de 09 a 14 de fevereiro, em pleno período de Carnaval, na cidade de Rio Negrinho, Santa Catarina. Em mais de 10 anos, o evento já recebeu nomes consagrados da música brasileira, como Moraes Moreira, Alceu Valença, Arnaldo Batista, Os Mutantes, Elza Soares, Tom Zé, Paulinho Boca, Naná Vasconcelos e Nação Zumbi, entre outros.

O Psicodália é um festival independente que abre espaço para diversos cenários artísticos e culturais. Na música, por exemplo, encontra-se presentes o rock’n’roll e suas vertentes, como e o rock progressivo e o psicodélico, o rock rural, e também estilos como o jazz, blues, mpb, soul, reggae e músicas regionais. Outra característica marcante do festival é o apoio à diversidade, o respeito à natureza e à conscientização ecológica, a partir de um programa de gerenciamento de resíduos, em que todo o lixo gerado no festival é destinado, além de incentivo ao uso de copos reutilizáveis.

Para a Casa de Velho, estar presente em um festival como o Psicodália é uma forma de levar a música cearense para um público ainda maior. “Essa é uma oportunidade muito bacana de apresentar o nosso trabalho em um dos principais festivais de música independente do Brasil, que vai contar nessa edição com artistas de peso, como Zé Ramalho, Jorge Bem Jor, Franciso El Hombre, Pedra Branca, Tulipa Ruiz, entre outros”, explica. No Psicodália, o grupo se apresenta no Palco dos Guerreiros, dia 14 de janeiro. 

Deus e os Zômi

Essa não é a primeira vez que a Casa de Velho se apresenta fora do Estado. O grupo já fez uma série de shows em São Paulo, passando ainda pela Argentina, onde teve a chance de trocar ideias e experiências com artistas locais. Além das músicas do primeiro EP, lançado em 2015, o quarteto vai mostrar o mais recente single. “Deus e o Zômi” contou com a produção de Yuri Kalil, que já trabalhou com nomes como Lorena Nunes, Jonnata Doll e os Garotos Solventes e Cidadão Instigado.

“Deus e os Zômi” destrincha a imagem de figuras que representam a opressão. A música, que não obedece, propositalmente, um discurso lúdico ou coerente, não deixa de ser uma forma de reforçar a importância de se lutar pelo que acredita, de não se calar diante de tudo aquilo que acontece ao nosso redor. Para a Casa de Velho, a arte, mais do que nunca, tem o papel de denunciar e de apontar caminhos para um mundo melhor.   

Essa música é apenas a primeira etapa do projeto traçado para a Casa de Velho em 2018. A ideia é que, ao longo deste ano, o grupo lance ainda mais 3 singles, que estão em processo de produção e gravação.

Sobre a banda

A Casa de Velho foi criada em 2015, inicialmente, em formato duo, com Mateus Mesmo (Voz) e Plínio Câmara (Guitarra). Após a entrada de Rami Freitas (Bateria) e Marcus Au Coelho (Baixo) ao projeto, surge uma musicalidade híbrida entre a música popular brasileira e o rock ‘n’ roll. O quarteto também explora o diálogo entre música e artes cênicas, traço marcante durante as apresentações do grupo durante esses quase três anos de formação.

A banda já participou do VIII Festival de Artes Cênicas, do ManiFesta!Festival das Artes e do CONECTA – Festival Artes Sem Fronteiras, Maloca Dragão, entre outros. A Casa de Velho também ficou em 2° lugar no Festival Curto Circuito e um dos finalistas da VIII Mostra de Música Petrúcio Maia. Em 2017, seguiram em turnê em São Paulo e também pela Argentina, além de ter divido o palco com o pernambucano Otto, no evento de encerramento da Feira da Música, que aconteceu no dia 04 de novembro, na Praça Verde do Dragão do Mar.
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