Agenda cultural - Davi Duarte volta aos palcos neste sábado, 3/2, no CCBNB, com o show Jobim Jazz, pelo projeto Jazz em Cena. Entrada franca

Um dos mais aplaudidos cantores, compositores e instrumentistas cearenses, Davi Duarte volta aos palcos em show neste sábado, 3/2, às 19h, no Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Conde D´Eu, 560, Centro), com o espetáculo "Jobim Jazz", pelo projeto Jazz em Cena. A entrada é franca, como em todos os shows do projeto, e a apresentação é uma homenagem ao aniversário de Tom Jobim, que terá sua obra revisitada com uma abordagem jazzística, em arranjos especialmente assinados pelo saxofonista e flautista Marcio Resende.

O show reúne um super grupo, formado por alguns dos melhores representantes da cena musical cearense. A começar por Davi Duarte, cantor que arrebata o público com uma voz personalíssima e compositor consagrado, autor de vários sucessos que tocam nas rádios de Fortaleza e são cantados do começo ao fim nos shows. Canções como "O que eu queria", "Valeu a pena esperar", "Babe baby", "Matiz", "Bússola", "À toa", "Eu tô lá no mar", "Serena saudade", entre tantas outras que conquistaram plateias e se tornaram clássicos da música do Ceará, a partir dos anos 90 e em uma produção que continua sempre prolífica e diferenciada.
Generosamente atendendo ao convite para integrar este novo projeto musical, Davi Duarte empresta sua voz às canções de Tom Jobim e parceiros, que ganham novos e esmerados arranjos, com uma abordagem jazzística e muita liberdade para improvisação, assinados pelo mestre do saxofone jazz e da flauta brasileira Marcio Resende.
Além de Davi Duarte e Marcio Resende, o show reúne os mestres Carlinhos Patriolino (violão, expoente da bossa e do choro, unindo ao jazz a expertise na linguagem brasileira), Stênio Gonçalves (ao piano, em mais uma das facetas desse músico que se destaca também como exímio guitarrista), Rian Batista(contrabaixo, integrante da banda Cidadão Instigado, que vem levando para todo o Brasil os sons do Ceará nos últimos anos) e Vitório Cavalcante (baterista que chama atenção pela criatividade e que se destacou ao longo dos últimos anos tocando na Espanha).
Homenagem jazzística a Tom
"O maestro Tom Jobim é um dos maiores nomes da música brasileira e da música do mundo. O legado de sua obra , recente, viva e sempre vertebral na estrutura do nosso cancioneiro, faz com que a revisitemos com muito entusiasmo", destaca Davi Duarte, ressaltando que a proposta do show é apresentar "leituras e releituras arrojadas que passeiam pelo rico trabalho do compositor, enfatizando as personalidades de cada artista no palco, além do compromisso de levar ao público momentos de emoção e muita musicalidade".
De clássicos como "Retrato em branco e preto", "Águas de Março" e "Sabiá", até músicas não tão executadas hoje em dia, mas não menos importantes e icônicas, o show contempla tanto os que mergulharam mais a fundo nos discos de Jobim quanto os que querem apreciar, em novas leituras, com abordagens jazzísticas, os grandes sucessos do maestro soberano.
"Jobim Jazz" celebra o encontro, a desenvoltura e o carisma de pessoas e canções, em torno da arte musical brasileira, na figura de um dos seus mais importantes nomes, com sua obra recriada por grandes artistas do Ceará, do Brasil, do mundo.
24/2: Tributo a Chico Pinheiro - Hermano Faltz e convidados
Já no sábado, 24/2, o Jazz em Cena apresenta o show "Tributo a Chico Pinheiro", com Hermano Faltz e convidados. O violonista, guitarrista, compositor, arranjador e cantor Chico Pinheiro é um dos nomes que vêm redefinindo a música brasileira e espalhando pelo mundo a notícia de uma nova e virtuosa geração. Paulista radicado em Nova York e formado na prestigiada Berklee School of Music, a imensa qualidade e a notável diversidade musical e lírica de sua obra chamaram atenção desde 2000, quando participou do Festival da Música Brasileira, da TV Globo, seguindo-se uma temporada no Supremo Musical, em São Paulo, que revelou grandes talentos deste novo "pessoal".
Em 2003 o disco "Meia-noite meio-dia" se tornou instantaneamente um clássico, fotografando esta nova e talentosíssima geração, de Luciana Alves, Fábio Torres, Marcelo Mariano, Edu Ribeiro, entre outros que provaram que a música brasileira vivenciava uma nova e prolífica fase, tão exuberante quanto qualquer outra. Foi o primeiro disco a trazer a voz de Maria Rita, então ainda com o sobrenome Mariano, além dos timbres especialíssimos de Luciana, Ed Motta, Lenine, Chico César e das letras de Guile Wisnik, Paulo Neves e, mestre dando as boas-vindas aos discípulos, Aldir Blanc.

Depois viriam discos igualmente impressionantes, como “Chico Pinheiro” (2005), “Nova” (2008, com o guitarrista norte-americano Anthony Wilson, da banda de Diana Krall), “Flor de fogo” (2010), além dos projetos projeto Triz (2012), com André Mehmari e Sérgio Santos, e Reunion Project, com o disco "Varanda" (2017), ao lado de Bruno Migotto, Felipe Salles, Tiago Costa e Edu Ribeiro.

Uma obra marcada por um intenso espírito criativo, que mergulha em desafios com ousadia e sem receio de apostar no esmero, na elaboração, na profundidade, no mistério, em arranjos tão notáveis quanto as composições, em harmonias inquietantes, improvisos que unem virtuose e sensibilidade, melodias e poesia tão surpreendentes quanto enternecedoras. Uma trajetória de reconhecimento tanto de veículos especializados, como a Downbeat e a Jazz Times, quanto de mestres como Edu Lobo, César Camargo Mariano, Diane Reeves, Esperanza Spalding, Brad Mehldau e Bob Mintzer, entre vários outros.

O casamento perfeito entre as linguagens e os recursos do jazz e da música brasileira será destacado pelo cearense Hermano Faltz, hoje o nome de referência da guitarra jazz em Fortaleza e um dos melhores músicos da novíssima cena. Ao lado dele, grandes instrumentistas e intérpretes convidados, para um show que, assim como a música de Chico Pinheiro, trafegará entre o canto e o instrumental, sem fronteiras e sem distinção entre um e outro. Assim é a música, assim é a arte.

Mais sobre o Jazz em Cena

Entre os objetivos do projeto "Jazz em Cena" estão contribuir para atender a grande demanda de público por mais shows de jazz em Fortaleza, apresentar a novos ouvintes a obra de grandes mestres da música, ressaltar o talento, a criatividade e o virtuosismo dos instrumentistas cearenses, de grande produção autoral, mas também capazes de recriar, a seu modo, trabalhos musicais históricas por sua beleza e sua importância.

O novo projeto se soma a outros que vêm sendo mantidos na capital cearense, como o Ceará Jazz Series, realizado desde 2015 no Teatro Dragão do Mar, o tradicional Festival Jazz & Blues (promovido em Guaramiranga e Fortaleza desde 2000), o Jeri Choro Jazz(desde 2009), os festivais instrumentais do Centro Cultural Banco do Nordeste e os shows promovidos em diversas casas noturnas, bares, restaurantes, teatros, centros culturais e espaços alternativos, formando uma rede crescente de opções para o público amante do jazz, com produções se ampliando ao longo de todo o ano. 

O Centro Cultural Banco do Nordeste fica na Rua Conde D´Eu, 560, Centro de Fortaleza. Todos os shows do Jazz em Cena têm entrada franca.

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