quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O Ceará terá o maior desconto do Brasil na tarifa bandeira branca: 21%.

 A tarifa branca de energia pode não ser tão vantajosa para os cariocas. A nova modalidade de cobrança está disponível desde o início do ano para quem consome mais que 500 quilowattsw/hora por mês, o que abrange residências com gastos elevados e pequenas empresas. Quem aderir à novidade terá desconto pela energia consumida fora dos horários de pico, mas pagará mais pelo consumo no período em que a rede é mais demandada, normalmente à noite. Mas, segundo levantamento da gestora Comerc Energia, o Rio é um dos estados em que a diferença entre a tarifa convencional e a reduzida da tarifa branca é pequena: passaria de R$ 525,82 por MW/h para R$ 459,90, queda de 13%, considerando os 31 municípios atendidos pela Light. Em compensação, o valor quase dobraria no horário de pico, para R$ 983,25.
O levantamento também apurou a economia nas 66 cidades servidas pela Enel Distribuição Rio (antiga Ampla). Para essas regiões, a tarifa cai de R$ 507,61 por MW/h para R$ 438,86, redução de 14%, mas a cobrança no horário de pico saltaria para R$ 1.058,91 por MW/h. O Rio é o 19º colocado entre os estados onde mais vale a pena aderir a tarifa branca. Ceará lidera a lista. Consumidores da Enel de Fortaleza (antiga Coelce) que aderirem à mudança terão uma economia de 21% no horário fora da ponta, mas também pagarão o dobro pelo consumo em horário de pico (veja a tabela completa abaixo).
No Rio, de acordo com a Light, o horário de pico é das 17h30m às 20h30m, exceto sábados, domingos e feriados nacionais. A redução de tarifa nas distribuidoras fluminenses é semelhante à de São Paulo, onde a economia seria de 13% e o horário de pico também vai das 17h30m às 20h30m. Em Belo Horizonte, o horário mais demandado é de 17h às 20h. Em alguns estados, como Amazonas, a economia é de apenas 8%, enquanto em João Pessoa, é de 6%.
Marcelo Ávila, vice-presidente da Comerc Energia, alerta que o consumidor precisa avaliar com cuidado para ter certeza que conseguirá reduzir o gasto de energia no período de ponta.
— É preciso conhecer muito bem a capacidade de mudar os hábitos do consumo de energia. Pois, se optar pela tarifa branca e não mudar os hábitos, o custo vai ser bastante alto — destaca o executivo.
Em uma casa só com adultos, pode ser possível se planejar para não usar o chuveiro no horário de pico, por exemplo. Mas essa economia pode ser mais difícil se a família tiver crianças. Se o consumidor optar pela tarifa branca, mas não conseguir reduzir o consumo no horário de pico, pode perder o que economizou justamente com o custo da tarifa mais alta na ponta. Para Ávila, as distribuidoras deveriam colocar em seus sites simuladores para o consumidor fazer a avaliação de seu consumo. Segundo ele, a redução do uso do chuveiro e do ar condicionado já podem representar um ganho significativo.
— A redução do consumo de energia nos horários de pico é importante porque significa menos custos de geração de energia, pois para atender o aumento da demanda nesses horários tem que se ligar térmicas mais caras. As distribuidoras também têm que fazer investimentos elevados para suas redes terem condições de atender o consumo maior nesses horários — destacou.
CONSUMIDOR QUE ADERIR À TARIFA BRANCA PODE VOLTAR ATRÁS
De acordo com a Comerc, o primeiro fator que deve ser levado em conta é justamente o local onde se pretende economizar energia. Para um pequeno comércio que fecha às 18 horas pode ser vantajoso aderir. Já no verão do Rio, por exemplo, pode ser mais difícil desligar o ar condicionado no horário de pico.
A expectativa é que, nessa primeira etapa, poderão aderir à tarifa branca cerca de 4,5 milhões de unidades consumidoras, ou cerca de 20 milhões de pessoas. O consumidor que quiser aderir deve fazer uma solicitação à distribuidora, que terá um mês para instalar um novo medidor de energia. Se verificar que não é vantajoso, o consumidor poderá pedir o retorno à tarifa convencional, o que também levará 30 dias.
Fonte: O Globo

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