Jazz em Cena: show Tributo a Chico Pinheiro, com Hermano Faltz, Marcus Caffé, Pedro Frota e Rebeca Câmara, acontece sábado, 24/2

 
Neste sábado, 24/2, o projeto Jazz em Cena, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB), apresenta o show "Tributo a Chico Pinheiro", com o guitarrista Hermano Faltz e convidados muito especiais: os cantores Marcus Caffé, Pedro Frota e Rebeca Câmara. O violonista, guitarrista, compositor, arranjador e cantor Chico Pinheiro é um dos nomes que vêm redefinindo a música brasileira e espalhando pelo mundo a notícia de uma nova e virtuosa geração. 

O casamento perfeito entre as linguagens e os recursos do jazz e da música brasileira será destacado pelo cearense Hermano Faltz, hoje o nome de referência da guitarra jazz em Fortaleza e um dos melhores músicos da novíssima cena, e pelos mestres Tito Freitas (piano), Luis Hermano Bezerra (contrabaixo) e André Benedecti (bateria).

Ao lado deles, grandes intérpretes convidados para um show que será centrado nas canções de Chico Pinheiro e parceiros como Guile Wisnik, Aldir Blanc, Chico César e Paulo Neves. O cantorMarcus Caffé, um dos mais destacados nomes da geração cearense que despontou nos anos 90 e segue brilhando com excelência e virtuose. O jovem cantor Pedro Frota, que vem chamando atenção do público pela beleza de seu timbre e elegância de seu canto. E a também jovem Rebeca Câmara, cantora, violonista e compositora, que está lançando seu primeiro disco.

"Chico Pinheiro é um grande músico do Brasil e do mundo, uma referência pra mim como guitarrista de jazz e como compositor, autor de músicas belíssimas e de arranjos maravilhosos. Nessa homenagem que faremos no show do sábado, 24/2, pelo projeto Jazz em Cena, vamos destacar as canções do Chico, com grandes cantores do Ceará e também muito espaço para a improvisação, tanto da guitarra quanto dos demais instrumentos", destaca Hermano Faltz.

"É uma honra estarmos contando com o apoio e a cumplicidade do próprio Chico Pinheiro, que de Nova York nos enviou partituras e vem acompanhando cada passo da preparação do show. É uma alegria poder contar com esse respaldo dele, na preparação de um show que para nós é de tanta responsabilidade, dada a complexidade, o desafio de interpretar a obra dele", acrescenta Hermano.

"Ao mesmo tempo, é uma felicidade ter essa oportunidade em Fortaleza. Queremos convidar o público a se fazer presente em grande número, porque são realmente canções belíssimas, maravilhosas, e é uma grande chance de apreciar essa obra tão bonita, unida ao talento dos nossos instrumentistas e cantores", complementa o guitarrista cearense.

Mais sobre Chico Pinheiro

Paulista radicado em Nova York e formado na prestigiada Berklee School of Music, a imensa qualidade e a notável diversidade musical e lírica de sua obra chamaram atenção desde 2000, quando participou do Festival da Música Brasileira, da TV Globo, seguindo-se uma temporada no Supremo Musical, em São Paulo, que revelou grandes talentos deste novo "pessoal".

Em 2003 o disco "Meia-noite meio-dia" se tornou instantaneamente um clássico, fotografando esta nova e talentosíssima geração, de Luciana Alves, Fábio Torres, Marcelo Mariano, Edu Ribeiro, entre outros que provaram que a música brasileira vivenciava uma nova e prolífica fase, tão exuberante quanto qualquer outra. Foi o primeiro disco a trazer a voz de Maria Rita, então ainda com o sobrenome Mariano, além dos timbres especialíssimos de Luciana, Ed Motta, Lenine, Chico César e das letras de Guile Wisnik, Paulo Neves e, mestre dando as boas-vindas aos discípulos, Aldir Blanc.

Depois viriam discos igualmente impressionantes, como “Chico Pinheiro” (2005), “Nova” (2008, com o guitarrista norte-americano Anthony Wilson, da banda de Diana Krall), “Flor de fogo” (2010), além dos projetos projeto Triz (2012), com André Mehmari e Sérgio Santos, e Reunion Project, com o disco "Varanda" (2017), ao lado de Bruno Migotto, Felipe Salles, Tiago Costa e Edu Ribeiro.

Uma obra marcada por um intenso espírito criativo, que mergulha em desafios com ousadia e sem receio de apostar no esmero, na elaboração, na profundidade, no mistério, em arranjos tão notáveis quanto as composições, em harmonias inquietantes, improvisos que unem virtuose e sensibilidade, melodias e poesia tão surpreendentes quanto enternecedoras. Uma trajetória de reconhecimento tanto de veículos especializados, como a Downbeat e a Jazz Times, quanto de mestres como Edu Lobo, César Camargo Mariano, Diane Reeves, Esperanza Spalding, Brad Mehldau e Bob Mintzer, entre vários outros.

Mais sobre o Jazz em Cena

Entre os objetivos do projeto "Jazz em Cena" estão contribuir para atender a grande demanda de público por mais shows de jazz em Fortaleza, apresentar a novos ouvintes a obra de grandes mestres da música, ressaltar o talento, a criatividade e o virtuosismo dos instrumentistas cearenses, de grande produção autoral, mas também capazes de recriar, a seu modo, trabalhos musicais históricas por sua beleza e sua importância.

O novo projeto se soma a outros que vêm sendo mantidos na capital cearense, como o Ceará Jazz Series, realizado desde 2015 no Teatro Dragão do Mar, o tradicional Festival Jazz & Blues (promovido em Guaramiranga e Fortaleza desde 2000), o Jeri Choro Jazz(desde 2009), os festivais instrumentais do Centro Cultural Banco do Nordeste e os shows promovidos em diversas casas noturnas, bares, restaurantes, teatros, centros culturais e espaços alternativos, formando uma rede crescente de opções para o público amante do jazz, com produções se ampliando ao longo de todo o ano. 

O Centro Cultural Banco do Nordeste fica na Rua Conde D´Eu, 560, Centro de Fortaleza. Todos os shows do Jazz em Cena têm entrada franca.

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