O Juizado do Torcedor em números

Atuante desde 2012 no Ceará, o Juizado do Torcedor nos estádios trata casos de menor potencial ofensivo, lesão corporal leve e porte de armas
 Furto, uso de drogas, cambismo e utilização de artefatos explosivos foram os casos mais comuns registrados no Juizado do Torcedor, em 2017, segundo levantamento do Tribunal de Justiça do Ceará. Ao todo, 101 ocorrências foram encaminhadas ao grupo jurídico presente nos jogos. O grupo é formado por juiz, promotor, defensor público, oficial de justiça e dois servidores. Jogos de grande porte podem contar com até dois magistrados.
 Os casos flagrados pelos militares são levados até a delegacia plantonista e encaminhados ao juizado. Aquele que estiver vinculado a um processo no Juizado do Torcedor pode passar de três meses a três anos sem poder frequentar os estádios em jogos oficiais.
Em 2017, foram 55 partidas oficiais de futebol realizadas no Ceará que contaram com a presença do Juizado do Torcedor em campeonatos como o Brasileirão, Campeonato Cearense, Copa do Nordeste e Primeira Liga. Em 2018, mais de 10 jogos já contaram com o Juizado do Torcedor.
Para o presidente da Associação Cearense de Magistrados (ACM), Ricardo Alexandre Costa,  a atuação do juizado é uma forma de dar mais agilidade aos casos. “O jogo de futebol tem uma natureza muito particular e ter um equipamento jurídico fisicamente no estádio, juntamente com os órgãos de segurança, permite mais rapidez na condução dos processos e contribui para a paz nos estádios”, comenta.

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