Seminário que discute aproveitamento de Águas Subterrâneas termina hoje (07)

Mesa  Redonda de Encerramento ocorre às 10:50h

Desafios da Gestão de Águas Subterrâneas. Este é tema da mesa redonda de encerramento do Seminário de Águas Subterrâneas que acontece nesta quarta (07), na sede da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), às 10:50h. Participam do debate os professores e especialistas no assunto, Ricardo Hirata (USP), Didier Gastmas (Unesp) e Mikaelton Vasconcelos (CRPM). Além deles, a professoras da UFC, Sônia Vasconcelos, e Marlúcia Santiago também compõem a mesa. O presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, mediará o debate.

As águas subterrâneas assumiram papel fundamental no enfrentamento aos efeitos da estiagem que assolou o estado nos últimos seis anos. O Governo Camilo Santana é responsável pelo maior programa de perfuração de poços já implementado no Ceará. De 2015 pra hoje foram construídos 41% de todos os poços feitos ao longo dos 30 anos de existência da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra).

O agravamento da seca fez com que mesmo cidades encravadas nos sertões, sobre o embasamento cristalino, onde a água subterrânea é escassa, passassem ser abastecidas a partir de poços profundos. Produtores rurais – da agropecuária irrigada e da carcinicultura - também passaram a manter seus investimentos a partir de água subterrânea.

A busca pela diversificação de fontes hídricas para a Região Metropolitana de Fortaleza encontrou um forte aliado nos estudos desenvolvidos pela Cogerh sobre o aquífero Dunas. “Esse estudo foi desenvolvido a partir de 2011, do Pecém ao Paracuru, e nos proporcionou agora, no momento de maior escassez, a segurança para explorar a água subterrânea daquela região”, comenta João Lúcio Farias, Presidente da Cogerh.

Além das Dunas do Pecém/Paracuru, a Cogerh desenvolveu estudos nos aquíferos das regiões do Cariri, Ibiapaba e Chapada do Apodi. “Além dos estudos feitos, a companhia mantém equipamentos instalados em dezenas de poços para monitorar o nível da água. Dessa forma, podemos ter garantia de uma exploração sustentável do aquífero”, comenta Farias.

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