Novo Congresso vai definir futuro do Fundeb, alerta Pimentel

Para o senador, as eleições serão decisivas para a manutenção de políticas de valorização da educação pública

O senador José Pimentel (PT-CE) alertou sobre a importância das eleições de outubro deste ano para a definição do futuro de diversas políticas públicas, em especial do Fundo de Desenvolvimento da Educação e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), criado no governo Lula. “Nós precisamos pensar muito o que vamos fazer nas eleições desse 2018, pois quem nós elegermos agora, os deputados federais e os senadores da República, é que aprovarão o que nós queremos para a educação pública brasileira”, afirmou. A manifestação ocorreu na noite de quinta-feira (19/4), em Beberibe (CE), durante cerimônia na Câmara Municipal de Beberibe, quando Pimentel recebeu o título de Cidadão Beberibense.
Segundo o senador, o Fundeb foi criado pelo ex-presidente Lula, em 2008, para que recursos arrecadados com impostos fossem destinados exclusivamente para aplicação na educação básica e na valorização dos professores. “Até 2003, a ampla maioria dos municípios pagava meio salário-mínimo aos professores. Em 2007, o piso salarial dessa categoria era de um salário-mínimo. Em 2008, Lula criou o Fundeb e instituiu o piso salarial nacional dos professores. Em 2017, esse piso foi de R$ 2.198,00, e, em 2018, está previsto reajuste de 6,17%”, informou.
Pimentel alertou: “Esse Fundo expira em 2020. Então, todo esse esforço que todos nós estamos fazendo para ter uma educação de qualidade, tem data de validade. E é por isso que os golpistas, em especial este cidadão que está na presidência da República, a primeira coisa que fez ao chegar ali foi aprovar a Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos o dinheiro da saúde e da educação. Fizeram isso para impedir que tudo isso que vinha sendo construído possa ter continuidade”.
O senador também destacou que “quem precisa de escola pública são os filhos dos trabalhadores, dos agricultores, dos comerciantes. É a nossa população mais pobre. Os ricos têm muita clareza, os bancos muita firmeza nos seus interesses, mas os pequenos comerciantes, agricultores, pescadores artesanais, aqueles que fazem a riqueza do nosso, país precisam ter muita tranquilidade [na hora de votar].
“Vamos ter de 15 a 19 candidaturas para presidente da República. Vamos ter muita gente apresentando um conjunto de propostas. Mas vamos olhar o que esses candidatos fizeram ontem. Eu aprendi que árvore que nasce torta, mesmo depois de queimada e em cinzas, permanece torta. Por isso, não podemos nos deixar enganar e precisamos ter clareza do que queremos para 2019, porque depende exclusivamente de nós”, concluiu o senador.    

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