quarta-feira, 11 de abril de 2018

Política - PSOL reúne LGBTs para discutir segurança pública e direito à cidade

O encontro é aberto ao público e vai contar com reflexões de representantes de  movimentos como Grupo de Resistência Asa Branca além dos coletivos Flor no Asfalto e Tambores de Safo.



O Setorial de Diversidade do PSOL Ceará realiza debate “LGBTs, Segurança pública e Direito à cidade”, nesta sexta-feira (13), a partir das 19h, na sede do partido em Fortaleza. A mesa, mediada por Ari Areia, vai contar com falas de Dário Bezerra (Grupo de Resistência Asa Branca), Lídia Rodrigues (Coletivo Tambores de Safo, Artivista e feminista) e David Araújo (Psicólogo e membro do coletivo Flor no Asfalto). A sede do PSOL Ceará se localiza à Av. Imperador, 1397 (Centro). O acesso é livre.
No começo deste ano, o ataque homofóbico e racista sofrido por um estudante no Benfica, por parte de um grupo que se reivindica neofascista, trouxe novamente ao debate público essa discussão sobre medo e insegurança provocados por ódio declarado à diversidade. Refletir sobre uma resposta a isso se mostrou urgente e esse foi um dos disparadores para a pensarmos esse evento. Esse é um convite para pensar segurança pública e direito à cidade para além do Benfica, nesse sentido vão ser fundamentais as contribuições do Coletivo Flor no Asfalto que constrói sua militância no Lagamar, do Grab que é uma organização LGBT pioneira no estado e do Coletivo Tambores de Safo construído por mulheres lésbicas e negras.
De acordo com dados do Grupo Gay da Bahia, os assassinatos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no Brasil tiveram um aumento de 30% em 2017 com relação ao ano anterior: foram 445. Quase 60% desses crimes aconteceu em via pública, 30% deles foram por uso de arma de fogo e 25% por meio de arma branca. Segundo agências internacionais de direitos humanos, mata-se mais LGBTs no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África onde há pena de morte por legislações que criminalizam a homossexualidade.
VIOLÊNCIA URBANA E LGBTCÍDIO NO CEARÁ
O estado do Ceará ocupa o quarto lugar no ranking que aponta as unidades federativas com maior número de assassinatos por ódio à orientação sexual e identidade de gênero no BrasilO caso do crime brutal que vitimou a travesti Dandara dos Santos, no ano passado, em Fortaleza, ganhou destaque internacional, mas não foi um caso isolado. Segundo dados da Coordenadoria de Diversidade do Município de Fortaleza, fram 21 homicídios de pessoas trans na capital e no interior em 2017, 19 deles depois do de Dandara, a maioria com requintes de crueldade.
Diante desse cenáriomovimentos sociais organizados no Fórum Cearense LGBT têm cobrado do governo Camilo Santana (PT) medidas emergenciais, além de ações de médio e longo prazo que resultem no combate do extermínio dessa população, o que tem sido sistematicamente negligenciado. 
Demandas antigas como a instauração do Conselho Estadual LGBT nunca saíram do papel e o Centro de Referência que seria o ponta pé inicial para o estabelecimento de uma rede de proteção à LGBTs em situação de vulnerabilidade, tão pouco. Sem contar a publicação de relatório oficial pela SSPDS que desconsiderou os casos de homicídios por LGBTfobia ano passado, mesmo o corpo violentado de Dandara tendo estampado o noticiário mundo à fora.
// Serviço
Debate “LGBTs, Segurança Pública e Direito à cidade”Onde: Sede do PSOL Ceará (Av. Imperador, 1397 – Centro – Fortaleza)Quando: 13 de abril de 2018 às 19hQuanto: GratuitoMais informações por whatsapp 85 996209818, email: lgbt.psolce@gmail.com ou instagram: @lgbt.psolce

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