terça-feira, 17 de julho de 2018

Dicas de exposições em Fortaleza e no Ceará no Blog

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'Êxodos', de Sebastião Salgado, ganha exposição em Sobral
A coleção de 60 imagens permanecerá na Casa da Cultura, de 24 de julho a 24 de setembro, com visitação gratuita
​​​ Crianças em um orfanato no Zaire – Crédito: ©Sebastião Salgado/Amazonas images

O olhar humanista de Sebastião Salgado, um dos maiores fotodocumentaristas do mundo, será exposto pela primeira vez em Sobral. A mostra Êxodos retrata a história de fuga de pessoas que, pressionadas por circunstâncias históricas, deixaram para trás a cidade natal. Em geral, são migrantes, refugiados ou exilados que tentam escapar da pobreza, da repressão ou da guerra.
Para realização de Êxodos, o fotógrafo percorreu 40 países durante seis anos e registrou a parte da humanidade que fez do êxodo uma opção de vida. Aexposição, que conta com a curadoria de Lélia Deluiz Wanick Salgado, fica aberta para visitação gratuita de 24 de julho a 24 de setembro de 2018, de terça-feira a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 21h e sábado das 17h às 21h, na Casa da Cultura de Sobral.
Êxodos é uma história reveladora, que retrata pessoas que abandonam a terra natal contra a própria vontade. “Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes”, define Salgado.
A coleção com 60 pôsteres que compõe essa exposição foi doada por Lélia Wanick e Sebastião Salgado ao Instituto Terra, ONG ambiental que o casal fundou em 1998, em Aimorés (MG). Êxodos já esteve em cartaz em cidades como Salvador, Recife, Curitiba, Brasília, Fortaleza e chega agora em Sobral por meio da Prefeitura de Sobral, através da Secretaria da Cultura, Juventude, Esporte e Lazer – Secjel e Instituto Ecoa. 
A mostra é dividida em cinco principais temas: África; Luta pela Terra; Refugiados e Migrados; Megacidades; e Retratos de Crianças. São imagens impactantes que retratam a fuga de migrantes, refugiados e pessoas deslocadas em diferentes pontos do mundo; a tragédia sem paralelo da África; o êxodo rural, o conflito de terras e a urbanização caótica na América Latina; imagens das novas megalópoles asiáticas e, em cada uma dessas situações extremas, o registro daquelas que, mesmo envoltas no caos, mantêm viva a chama da esperança e da dignidade humana: as crianças.
Talento reconhecido
Sebastião Salgado nasceu em 1944, em Aimorés, Minas Gerais. Economista de formação, começou sua carreira de fotógrafo em Paris, em 1973. Trabalhou sucessivamente com as agências Sygma, Gamma e Magnum Photos até 1994, quando, ao lado de Lélia Wanick Salgado, sua diretora artística, fundou a agência de fotografia Amazonas Images, que se tornou a base de todas as atividades inerentes ao seu trabalho.
Salgado esteve em mais de 100 países para projetos fotográficos que, além de inúmeras publicações na imprensa, foram apresentados em forma de livros eexposições apresentadas em museus no mundo inteiro, tais como: Outras Américas (1986), Sahel, l’Homme en détresse (1986), Trabalhadores (1993), Terra (1997), Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo (2000), África (2007), e Gênesis (2013). O livro mais recente, Perfume de Sonho, é fruto de uma viagem ao mundo do café (2015).
Sebastião Salgado recebeu inúmeras honrarias por seu talento e sensibilidade ao registrar o mundo e a humanidade. É embaixador de Boa Vontade da UNICEF; membro honorário da Academy of Arts and Science dos Estados Unidos; recebeu a comenda da Ordem do Rio Branco, no Brasil; e é Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres, pelo Ministério da Cultura e da Comunicação da França.
Em 13 de abril 2016, foi eleito membro da Académie des Beaux-Arts de l’Institut de France, assumindo a cadeira ocupada anteriormente pelo fotógrafo Lucien Clergue.
Instituto Terra
ONG ambiental fundada por Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado em 1998, no município de Aimorés-MG, o Instituto Terra atua na recuperação da Mata Atlântica, na proteção de nascentes, na educação ambiental e pesquisa científica aplicada, bem como na promoção do desenvolvimento sustentável do Vale do Rio Doce. 
A experiência bem-sucedida de recuperação ambiental promovida em sua sede, na RPPN Fazenda Bulcão, está sendo replicada em municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais, e já soma mais de 7,5 mil hectares de áreas degradadas de Mata Atlântica em processo de recuperação na região, além da proteção de milhares de nascentes na Bacia Hidrográfica do Rio Doce.
Em reconhecimento ao trabalho desenvolvido no Instituto Terra, em 2012, Sebastião e Lélia receberam o Prêmio e. Instituto e, UNESCO Brasil e Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e também o Prêmio « Personalidade Ambiental », WWF-Brasil. Mais informações em www.institutoterra.org.
Serviço:
Exposição “Êxodos” de Sebastião Salgado – Abertura dia 24 de julho, às 19h, na Casa da Cultura de Sobral (Av. Dom José, 929, Centro). A exposição permanece no local até o dia 24 de setembro. Horário de visitação: De terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h ás 21h a aos sábados, das 12h às 19h. Entrada gratuita. Informações: (88) 3611-3324.

2:

Museu da Fotografia Fortaleza realiza “Imagens que Ardem” sobre a ditadura militar

A mostra reunirá 50 fotos de Evandro Teixeira, Juca Martins o Orlando Brito e marca a primeira exposição itinerante do MFF

O Museu da Fotografia Fortaleza realiza, em parceria com a Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará, “Imagens que ardem”, sua primeira exposição itinerante, com fotos icônicas da Coleção Paula e Silvio Frota que registram o período da ditadura militar. A abertura será dia 20 de julho, às 9h, na Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará – ESMEC, onde fica aberta para visitação até 31 de agosto. Em seguida, será exposta no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará – TJCE e encerrará no Fórum Clóvis Beviláqua.

Serão 50 fotografias icônicas feitas por Evandro Teixeira, Juca Martins e Orlando Brito que contam fatos marcantes do período da política brasileira, compreendido entre os anos 1964 e 1985, em que os militares governaram o país.

A mostra tem curadoria do fotógrafo Silas de Oliveira, membro do Conselho Curador do Museu. Para ele, os registros são uma descrição aguda e pessoal da ditadura militar onde as relações imaginárias entre o real que a foto mostra e o que o sujeito viveu, fundem-se e revelam que abolir o dissenso é banir a subjetivação política, reduzindo a política ao policial. “As fotos desses grandes mestres ardem em nosso imaginário onde ambiguidades são replicadas, mas entre sonho e realidade percebemos que - mais do que nunca - é necessário olhar o futuro, tendo em vista o passado, para trabalharmos o presente”, afirma.

Em todos os lugares por onde passará a exposição itinerante, a visitação será gratuita e aberta ao público.

Coleção Paula e Silvio Frota – é hoje uma das mais importantes do país, com registros de toda gama de assuntos relacionados à arte fotográfica. Em suas mais de duas mil imagens, há desde o fotorrealismo, retratos, fotos históricas, passando pelo fotojornalismo, paisagens e crônicas visuais, com autores brasileiros e estrangeiros. São fotos que abordam de uma maneira ampla as múltiplas possibilidades de estudo, apresentação e interpretação da coleção como um todo, um valioso patrimônio que está sendo disponibilizado para os mais diversos públicos de Fortaleza, do Brasil e do mundo.

Sobre o Museu
Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, o Museu da Fotografia realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de monitoria formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e do curso de Fotografia do Porto Iracema das Artes.

SERVIÇO:
Exposição Itinerante Museu da Fotografia
Período: 20/07 a 31/08
Horário: 8 às 17h – segunda à sexta-feira
Local: Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará
Endereço: Rua Ramires Maranhão do Vale, 70 – Edson Queiroz.
Fone: 85 3218.6188
Visitação: gratuita
Mais informações: (85) 3017-3661

3: 

Exposição MAGICIAN e outras artes na Casa Vândala, a partir dessa sexta-feira, 20/07!

A Casa Vândala convida para a abertura da exposição MAGICIAN, de Maurício Coutinho, na rua Instituto do Ceará, 164, bairro Benfica, a partir das 17h do dia 20/07 (sexta-feira).


Serviço:

Abertura da exposição Magician, de Maurício Coutinho.
Show com projeto audiovisual Preto Neon, de Lucas Santos e João Emannuel.
Lançamento da Cerveja Artesanal Molotov, com arte do M.C. e design por Lucas Santos.
Data: 20/07, a partir das 17h.
Valor: Gratuito.

O ARTISTA

Maurício Coutinho nasceu em Fortaleza – CE. Estudou música, letras e comunicação e atuou em diversas áreas com cenografia, cinema e música. Seu interesse pelo desenho surgiu muito cedo e se mantém vivo até a atualidade. Em 1976 participou de sua primeira exposição coletiva, e a partir dos anos 80 começou a ampliar o seu vasto e premiado currículo com exposições individuais e coletivas, em salões e bienais internacionais em várias cidades, Panorama da Arte Atual Brasileira no MAM - SP - Pinacoteca - MASP - MAC - Representação brasileira na Bienal do México ao lado de Beatriz Milhazes, são algumas mostras relevantes.

NOITE DE ABERTURA

O artista Maurício Coutinho criará as obras no ambiente da casa durante 24h, inclusive no momento da abertura, e parte da sua produção será exposta no local até o dia 25 de agosto.
Na ocasião haverá apresentação do grupo audiovisual “Preto Neon”, com Lucas Santos e João Emannuel, e o lançamento da Cerveja Artesanal Molotov em homenagem à magia alquímica.

APRESENTAÇÃO DA EXPOSIÇÃO

O que é visto quando se entra em contato com uma obra de arte pode não ser o desejo do artista, ou o desejo do espectador como sugerem alguns testes de personalidade. A riqueza de interpretações de uma obra convida um indivíduo específico, ou a todos, para uma reflexão que pode dar um salto sobre o próprio objeto e suas possibilidades interpretativas. É quase como um jogo de tarô que se abre diante do insuspeito gerando emoções que ultrapassam o ilusionismo, e beiram o indescritível.

O papel sempre foi um chamado para os desenhos que poderiam ser esquecidos nas gavetas das casas demolidas, nos cadernos escolares que não sobreviveram às mudanças da vida, nos papiros e livros seculares que ainda não encontrados, que correm o risco de perderem-se na ação diluidora do tempo.

A efemeridade desta plataforma, o papel que antes pode ter sido vida na forma de árvore, e que agora se abre em liberdade para a arte, tão pouco limita a criatividade ao seu espaço ou a suas características de absorção.


Longe de afirmar a efemeridade como liquidez contemporânea, a realização e a vivência de um momento singular, ou da criação de um desenho, nos marca profundamente com uma memória não estática que fica sensível às mudanças dos desejos e do tempo, já que estes também absorvem e desenham novas imagens como uma aquarela difusa e sem exatidão.

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