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quinta-feira, 11 de abril de 2019

*[MÊS MUNDIAL DE LUTA CONTRA O CANCÊR] Especialistas alertam que é possível que pacientes tenham filhos por meio da oncofertilidade*


Abril é considerado o mês mundial de luta contra o câncer. Nos últimos anos, muito além de estudar a cura ou o tratamento do câncer, muitos especialistas têm voltado suas pesquisas para um tema importante: fertilidade. Já é comprovado que a radioterapia e a quimioterapia podem levar a infertilidade e uma das saídas é a oncofertilidade, uma especialidade da medicina que tem como objetivo manter a fertilidade dos pacientes com câncer que desejam ter filho após o tratamento da doença. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, cerca de 50% dos pacientes submetidos a tratamentos oncológicos têm risco de perder sua capacidade reprodutiva após o tratamento, podendo esta perda ser transitória ou até permanente.

O especialista em medicina reprodutiva e diretor da clínica Fertibaby Ceará, Daniel Diógenes, comenta que a principal aliada na oncofertilidade é a criopreservação. “Essa prática consiste no congelamento de espermatozoides, ovócitos, embriões ou até mesmo tecido ovariano e testicular, antes de serem iniciadas as seções de quimio e/ou rádio. Para os homens, o procedimento é feito através do recolhimento de amostras de sêmen, permitindo uma boa reserva produtiva. Já para as mulheres, alguns exames precisam ser realizados, como avaliação da reserva funcional dos ovários, dosagem dos hormônios, ultrassom e por fim uma estimulação ovariana, como no procedimento de fertilização in vitro”, explica.

Ainda de acordo com o especialista, a rádio e a quimioterapia são métodos que podem afetar tanto os testículos quanto os ovários, por isso a importância de escolher o tipo de tratamento menos tóxico para as gônadas. “A radioterapia, por exemplo, mesmo em doses cumulativas baixas pode provocar diminuição dos espermatozoides e em doses mais altas pode provocar danos irreversíveis nos homens”, disse.

*Diagnóstico rápido ajuda na oncofertilidade*

A estratégia escolhida para cuidar da fertilidade depende do tipo e estágio do câncer. Quanto mais precoce o diagnóstico da doença, maior será a possibilidade de preservação da fertilidade. Uma consulta com um médico especialista em reprodução humana deve ser agendada logo após o diagnóstico do câncer, antes de submeter-se à quimioterapia ou radioterapia. “Estes procedimentos são realizados para, posteriormente, após a cura da doença, obter-se a gravidez”, explica Daniel.

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