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UFC sai na frente e lança plataforma própria de diplomas digitais; recurso agiliza emissão e garante autenticidade

 O reitor Cândido Albuquerque assinou na tarde desta segunda-feira (13), na presença de pró-reitores e de outros membros da administração, a primeira leva de diplomas de graduação em formato digital da Universidade Federal do Ceará. Com a assinatura eletrônica, o recurso encerra a fase-piloto em cinco cursos, e a Instituição lança oficialmente sua plataforma de emissão de certificados virtuais para os cursos de graduação e pós-graduação.

O sistema de diploma digital da UFC nasce em hora mais que oportuna, frente à necessidade de novas tecnologias demandadas pelo contexto da pandemia de covid-19, e é um recurso bastante esperado pela comunidade acadêmica da Instituição. A Universidade empreendeu a iniciativa utilizando integralmente recursos internos de infraestrutura e de inteligência e espera, agora, que o Ministério da Educação (MEC) e as demais instituições de ensino superior brasileiras possam aderir ao uso da plataforma.

Imagem: Com a assinatura eletrônica do reitor Cândido Albuquerque, a UFC lança oficialmente sua plataforma de emissão de certificados virtuais para os cursos de graduação e pós-graduação (Foto: Viktor Braga/UFC)
Com a assinatura eletrônica do reitor Cândido Albuquerque, a UFC lança oficialmente sua plataforma de emissão de certificados virtuais para os cursos de graduação e pós-graduação (Foto: Viktor Braga/UFC)
Para compreender o percurso que culminou no lançamento é preciso voltar um pouco no tempo. A Reitoria da UFC foi contactada, no início do ano passado, pelo Secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas, para uma sondagem a respeito do desejo de aderir a um sistema de diploma digital do Ministério. Foi quando institucionalmente a Universidade, por sugestão do reitor Cândido Albuquerque, preferiu declinar da adesão e dar prosseguimento ao plano de produzir uma plataforma própria.

Ouça também notícia da rádio Universitária FM sobre a novidade

O recurso começou então a ser desenvolvido, por meio da colaboração entre equipes da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), do Gabinete do Reitor e de diretorias de unidades acadêmicas. O período de teste foi realizado em cinco cursos de graduação. "Neste momento tão importante para nossa Universidade, a PROGRAD decidiu rememorar a criação da UFC, ocorrida em 16 de dezembro de 1954, e selecionar os cursos que deram os primeiros passos para sua consolidação: Agronomia, Direito, Farmácia, Medicina e Odontologia. Nada mais justo do que fazê-los também pioneiros neste novo grande passo", explicou a Profª Ana Paula de Medeiros, pró-reitora de Graduação.

Ainda de acordo com Profª Ana Paula de Medeiros, "a plataforma agora lançada atende integralmente às recomendações técnicas do Ministério da Educação sobre o tema, presentes na Nota Técnica nº 13 de 2019/DIFES/SESU, de dezembro de 2019, e na Instrução Normativa nº 1, de 15 de dezembro de 2020, bem como nas disposições contidas na Portaria nº 330 do MEC, de 5 de abril de 2018, na Portaria nº 1.095 do MEC, de 25 de outubro de 2018, e Portaria nº 554 do MEC, de 11 de março de 2019".

A opção pelo desenvolvimento próprio deveu-se ao fato de que a UFC terá oportunidade de adequar a ferramenta às necessidades de sua comunidade, tais como a de expandir a expedição de diplomas não só para a graduação, mas também para a pós-graduação, além de atender a outros tipos de certificação digital que, porventura, venham a ser autorizados pelo MEC. Como a oferta do Ministério é gratuita atualmente, mas não havia certeza sobre a continuidade desta concessão para os próximos anos, a nossa solução isentará a Instituição de custos futuros para essa atividade, decisão necessária e prudente, diante do atual contexto de restrição orçamentária.

O Prof. Edgar Marçal, superintendente de Tecnologia da Informação da UFC, afirma que a expectativa é de que, a partir de janeiro de 2022, os diplomas impressos já não sejam mais produzidos pela UFC, sendo todas as primeiras vias emitidas em formato digital. Devido ao volume de diplomas necessário, o serviço será gradualmente implantado junto aos segmentos acadêmicos e começará pelos cursos de graduação. Depois de avaliação preliminar, a Universidade planejará sua disponibilidade também para pós-graduação.

Os primeiros diplomas digitais dos cursos onde foi realizado o projeto-piloto foram gerados em novembro último. Agora a administração deverá seguir com a implantação nas demais unidades, e uma certeza já existe: todos ganharão tempo e estarão ajudando o meio ambiente.

Imagem: reitor assina eletronicamente diploma digital
Estudantes e gestores poderão acompanhar o processo de emissão e assinatura via SIGAA (Foto: Viktor Braga/UFC)

Não haverá mais a necessidade de deslocamentos de pessoas nem de envio de diplomas para unidades acadêmicas e administrativas da UFC, a fim de coletar assinaturas de dirigentes. Estudantes e gestores poderão acompanhar o processo de emissão e assinatura via Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), e não será necessário agendar horário ou se deslocar para a retirada do diploma na PROGRAD. Os concludentes também não precisarão solicitar segunda via, já que poderão acessar o sistema e baixar novamente o arquivo do diploma. Adicionalmente, haverá economia de papel e tinta.

"No momento em que um determinado curso for migrado para geração de diplomas digitais, o processo será similar ao que acontece atualmente com o diploma físico, mas com todas as fases sendo realizadas no SIGAA. Após o fluxo de emissão estar concluído, o discente poderá acessar o sistema e emiti-lo sempre que precisar, sem necessidade de requisições à PROGRAD", garantiu o titular da STI.

A fase de testes envolveu trâmites administrativos e técnicos, como um treinamento intensivo com as diretorias das unidades envolvidas e a equipe de servidores técnico-administrativos de cada uma, promovido pela STI e pela PROGRAD. Realizada de forma on-line, a formação abordou temas como conceitos e requisitos do diploma digital, o desenho do processo de emissão de diplomas no SIGAA e a arquitetura da nova ferramenta desenvolvida pela STI para assinatura digital dos diplomas. Novos treinamentos serão agendados posteriormente conforme o cronograma de implantação for avançando, adiantou o Prof. Edgar Marçal.

SUCESSO NOS TESTES – Docente de uma das unidades acadêmicas onde a fase-piloto foi realizada com êxito, o reitor Cândido Albuquerque ressaltou que a STI, que comemorou na semana passada seus 50 anos de criação em cerimônia oficial, tem trabalhado arduamente e trazido propostas efetivas para as mais variadas requisições da Universidade, tendo como meta a eficiência e eficácia dos processos.

"A rapidez no atendimento das demandas e a qualidade nos serviços prestados fazem da STI um órgão fundamental para a UFC, sobretudo, neste último ano em que tivemos tantos desafios para enfrentar. A transformação digital tem trazido mudanças significativas no cotidiano das áreas acadêmica e de gestão. Uma vantagem da plataforma agora lançada é que as demais instituições de ensino superior poderão usufruir da tecnologia e, assim, teremos oportunidade de celebrar parcerias no futuro", vislumbrou o dirigente máximo. "Nossas expectativas são as melhores! Estamos com uma plataforma nossa, totalmente desenvolvida com a marca da UFC e que poderá ter alcance muito maior do que apenas internamente", completou a Profª Ana Paula de Medeiros.

Envolvido diretamente nos testes, o diretor da Faculdade de Direito, Prof. Maurício Benevides, contou que a FADIR se voluntariou a sediar o experimento de verificação por acreditar que o diploma digital é realmente a tendência futura. "Esse é um projeto nacional, mas saímos na frente, pois menos de 5% das IES emitem diplomas digitais no Brasil. Ele trará muitos benefícios para os alunos, como agilidade na expedição, segurança na autenticação, facilidade de acesso e sustentabilidade, pois eliminaremos o consumo de papel e demais insumos hoje usados em todo o procedimento", declarou o diretor, que disse não ver a hora de presenciar a extensão da ferramenta a toda a UFC.

PERGUNTAS FREQUENTES – Com o objetivo de dirimir dúvidas da comunidade acadêmica, a UFC Informa preparou a seguinte lista de perguntas e respostas com questões norteadoras sobre o tema. Confira:

1) Quais são os ganhos da migração do processo de emissão de diplomas para o digital?
Em síntese, agilidade no processo de emissão (a expectativa é que o tempo médio caia de 90 para 15 dias), possibilidade de acompanhar o andamento das etapas no SIGAA, fim da obrigação de agendar horário, bem como de se deslocar para assinar e receber os diplomas, facilidade no acesso a novas vias e sustentabilidade ambiental, devido à eliminação do papel e da tinta para impressão.

2) Como será possível ver se um diploma digital é autêntico?
A emissão dos diplomas será solicitada somente por servidores cadastrados e treinados das unidades acadêmicas. Além disso, todas as assinaturas serão digitais, e haverá na plataforma espaço para conferência do código de verificação que atesta a autenticidade do documento.

3) Quando o diploma digital estará disponível para as demais unidades acadêmicas, além das que participaram da fase de teste?
A partir do início de 2022, todas as primeiras vias de diplomas de graduação dos cursos da UFC serão emitidas e disponibilizadas para download no sistema.

4) Poderei emitir meu diploma sozinho(a) no novo sistema? Há limite de vezes que ele pode ser baixado? É possível ter uma via impressa caso eu queira?
Sim, uma vez concluído o processo de emissão, o estudante terá autonomia para baixar o arquivo do diploma sempre que precisar, sem limite de vezes para download. O usuário ficará livre para decidir pela impressão ou não do arquivo digital, porém ela não será mais feita pela Universidade.

5) Fui diplomado(a) antes da migração para o digital e ainda tenho o diploma físico. Poderei solicitar o digital?
Ainda não. Como a ferramenta está encerrando a fase de testes, muitas possibilidades poderão surgir. Conforme PROGRAD e STI, somente após completado o ciclo de avaliação dessa primeira etapa, é que a administração poderá determinar outras situações em que o diploma digital será concedido.

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