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Projeto Farmácias Vivas distribui medicamentos fitoterápicos na Capital

 horta da farmácia viva

O projeto também contempla a implantação de hortos de plantas medicinais nas unidades de saúde (Foto: Marcos Moura)

Além dos tradicionais medicamentos alopáticos, produzidos em laboratório e utilizados em larga escala, presentes no dia a dia dos pacientes da rede de saúde, existem também os medicamentos fitoterápicos, feitos de substâncias vegetais, que podem, assim como os alopáticos, auxiliar no tratamento de doenças.

Em Fortaleza, a Rede de Assistência Farmacêutica faz uso de produtos fitoterápicos que são produzidos na Oficina Farmacêutica do municipio, constituindo uma opção terapêutica na Atenção Básica à Saúde. Através do Projeto Farmácias Vivas, a Prefeitura distribui esses produtos e plantas medicinais para tratamento de doenças em 16 postos de saúde e dois CAPS.

O projeto também contempla a implantação de hortos de plantas medicinais nas unidades de saúde, o que inclui a conservação de 11 hortos pelas equipes das unidades e pela população do território, o que também funciona como processo terapêutico. “Os hortos são espaços multifuncionais de aprendizagem e vivência. O processo de cuidar das plantas também é terapêutico e resgata as práticas integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta Nivia Tavares, coordenadora da Assistência Farmacêutica (Coaf).

Cerca de 20 espécies são cultivadas nesses locais, tais como capim santo, erva cidreira, malvarisco, boldo, chambá, malva santa, courama, dentre outras. As mudas, que fazem parte da biodiversidade regional, são fornecidas pela Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (UrbFor).

Além da entrega de mudas, as Farmácias Vivas também fabricam produtos fitoterápicos a partir das plantas disponíveis nos hortos. Atualmente, são produzidos cinco produtos: sabonete líquido de alecrim pimenta, xarope de xambá, elixir de cidreira, pomada de confrei e xarope de guaco. Esses produtos são distribuídos através da prescrição feita pelas equipes de saúde dos postos.

“O fitoterápico é mais barato, tem menos compostos químicos, menos efeitos colaterais e pode ser tão efetivo quanto um medicamento alopático. No entanto, mesmo sendo feito com componentes vegetais, a orientação e prescrição do profissional de saúde é necessária”, explica Nivia. Apenas no ano passado, foram dispensados mais de 4,5 mil fitoterápicos. Até abril deste ano, mais de 3 mil produtos foram distribuídos.

Histórico do programa

O projeto Farmácia Viva foi criado na década de 90 pelo professor cearense Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará (UFC), e a Prefeitura de Fortaleza foi uma das primeiras a implementar o projeto. A ideia de diminuir os custos dos medicamentos e informar a população sobre plantas de fácil acesso foi ganhando força entre cidades brasileiras. Em 2010, o projeto foi instituído pelo SUS como parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares na área de fitoterapia.

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