Ceará lidera ataques online à imprensa entre os estados nas eleições de 2026 Por Comunicação Sindjorce - 02/10/2026 Imagem: Magnific O Ceará concentrou o maior número de ataques online contra a imprensa relacionados às disputas eleitorais estaduais entre os estados brasileiros, segundo o terceiro relatório da Central de Defesa da Liberdade de Expressão e do Jornalismo (CDJor), que monitora ataques à imprensa durante as eleições de 2026. Entre 13 e 26 de setembro, foram identificados 72 ataques no Ceará, o equivalente a 17% dos 424 registros relacionados às disputas estaduais em todo o país. Na sequência aparecem Pernambuco, com 60 ataques; São Paulo, com 58; Santa Catarina, com 46; Bahia, com 40; e Minas Gerais, com 36. Juntos, os seis estados concentram 73,6% dos ataques relacionados às disputas estaduais registrados no período. Ceará concentra maior número de ataques entre os estados De acordo com o relatório, os 72 ataques registrados no Ceará ocorreram em um cenário ...
Servidora da UFC é única brasileira selecionada para treinamento sobre propriedade intelectual que ocorre na Índia
A servidora técnico-administrativa Ana Carolina Matos, coordenadora de Projetos e Parcerias da Pró-Reitoria de Relações Interinstitucionais (PROINTER) da Universidade Federal do Ceará (UFC), é a única brasileira selecionada para um curso de duas semanas sobre direitos de propriedade intelectual que ocorre na Índia. A capacitação teve início em 4 de março e segue até dia 16, na cidade de Hyderabad (capital do estado de Telangana), uma das maiores cidades do país asiático.
Intitulado Comprehensive Learning on Intellectual Property Rights for Policy Level Interventions in International Context (Aprendizagem Abrangente sobre Direitos de Propriedade Intelectual para Intervenções em Nível Político no Contexto Internacional), o curso integra um programa de assistência bilateral do governo indiano que seleciona especialistas de diversas partes do mundo para estudarem com bolsa integral em cursos relacionados a temas estratégicos para o país. As aulas ocorrem no International Crops Research Institute for the Semi-Arid Tropics (ICRISAT), apoiado pelo Ministério das Relações Exteriores da Índia.
O foco do curso é em direitos de propriedade intelectual e gestão da inovação. Participam 30 pessoas, das quais a maioria é de advogados, pesquisadores e especialistas em propriedade intelectual e transferência de tecnologia nos setores públicos de 17 países, localizados na Ásia, na África e na América Latina.
Ana Carolina Matos diz que foi indicada por conta do seu currículo. Ela iniciou o processo de seleção na Embaixada da Índia no Brasil, momento em que enviou toda a documentação e fez uma entrevista com representantes da Embaixada, na qual foi aprovada. Posteriormente, os documentos seguiram para o governo indiano, que deu a chancela final e autorizou a emissão do visto de estudante para a servidora.
ATIVIDADES – “As atividades são um mix de teoria e casos práticos, onde trocamos experiências e aprendemos uns com os outros sobre a propriedade intelectual no contexto internacional, principalmente sobre como podemos regular e proteger os direitos autorais em nossos países em um mundo cada vez mais digital e sem fronteiras”, explica Ana Carolina. Segundo ela, o curso oferece uma oportunidade única de aprimoramento profissional e conhecimento em uma área crucial para o desenvolvimento global.
A servidora, que atualmente cursa o doutorado em Administração na UFC, conta que em um dos momentos da capacitação apresentou um relato sobre o capacete Elmo como caso de sucesso de transferência de tecnologia. O equipamento de respiração assistida foi desenvolvido por meio de parceria entre a UFC e outras instituições cearenses, articulação que constituiu o objeto de pesquisa de Ana Carolina em sua dissertação de mestrado.
Ela diz que retornará à UFC munida de melhores ferramentas em dois pontos importantes dentro da Universidade: 1) no trabalho do dia a dia do Escritório de Projetos (PROINTER/UFC), reforçando as boas práticas em suporte a parcerias nacionais e internacionais, bem como numa melhor qualificação da entrada em projetos, apoiando os pesquisadores e pesquisadoras na prospecção e negociação de parcerias; 2) na pesquisa do doutorado, espaço em que pretende contribuir com o desenvolvimento de melhores políticas públicas a partir da integração do direito à inovação no cenário do sistema de propriedade intelectual brasileiro.
Fonte: Ana Carolina Matos, coordenadora de Projetos e Parcerias da PROINTER – e-mail:
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