terça-feira, 25 de julho de 2017

Chico Lopes: "PDV de Temer gera indignação com o maior ataque da história aos servidores públicos e à sociedade"

O Programa de Demissão Voluntaria de Servidores Públicos anunciado pelo Governo Federal será questionado pelas Comissões de Trabalho e de Legislação Participativa, da Câmara dos Deputados. Requerimento nesse sentido será apresentado, no reinício dos trabalhos legislativos, pelo deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), que avalia que o PDV é o maior ataque da história a esses trabalhadores e a toda a sociedade, que depende da qualidade dos serviços prestados pelo governo.

Para Lopes, é enorme a contradição de uma gestão que prometeu rápida evolução da economia e austeridade nas contas públicas, mas na realidade eleva despesas para tentar sobreviver, às vésperas da decisão do Congresso sobre a denúncia contra Temer, e quer que o servidor e a sociedade paguem a conta com o PDV. 

"A promessa deles era que iriam resolver tudo da economia, o mais rápido possível. Passado mais de um ano de governo Temer, o que aconteceu? Os trabalhadores perderam direitos como nunca antes, os investimentos públicos inclusive em saúde e educação foram congelados por 40 anos, a terceirização foi liberada para todas as atividades, uma reforma do Ensino Médio feita por medida provisória, sem debate e sem compromisso com a qualidade de educação", contrapõe Chico Lopes.

"Agora, o País assiste surpreso ao maior ataque da história contra os servidores públicos. Aqueles mesmos que contaram com inúmeros concursos e com valorização e respeito durante os governos Lula e Dilma agora enfrentam, pela primeira vez, um Programa de Demissão Voluntária", alerta Lopes.

"O Brasil já viveu alguns PDVs e sabe o rastro de traumas, problemas sociais e até suicídios que eles deixam. Foi o que aconteceu no Banco do Brasil, por exemplo, durante os anos de FHC no governo. Os trabalhadores foram, na prática, obrigados a aderir ao plano, diante de ameaças, pressões, assédio moral e possibilidade de transferências para estados bem distantes de onde eles moravam", recorda Lopes.

"A sociedade é a maior prejudicada por uma medida como essa, especialmente a classe média e os mais pobres, que são quem mais depende dos serviços públicos. A classe média que se preparava estudando para concursos vê seu sonho morrer no nascedouro, com o governo demitindo em vez de contratar. Os mais pobres enfrentam um cenário ainda pior, pois dependem mais dos serviços do governo, e claro que os serviços vão piorar".

PDV gera indignação e não resolve contas

"Os servidores públicos e a sociedade como um todo já manifestaram sua indignação contra esse PDV, que não tem a menor condição de ser aceito. É um recurso desesperado do governo, que quer que o servidor público pague a conta, quebrando o direito à estabilidade", acrescenta o deputado Chico Lopes.

"Além disso, a saída desses servidores não vai resolver o problema das contas do governo. O verdadeiro problema está no pagamento de juros da dívida, nas elevadas taxas de juros, na falta de estímulo à produção e ao desenvolvimento. O governo Temer, que não se preocupa com o social, vem aumentando as despesas para tentar manter o apoio de mais deputados no Congresso, enquanto faz com que o trabalhador pague a conta", complementa. 

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