segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Estudante confirma que agressão de skinheads começou após discussão por retirada de cartazes

Em nova entrevista ao Tribuna do Cearáo estudante universitário agredido por um grupo de skinheads, na praça da Gentilândia, em Fortaleza, na última quinta-feira (18), confirma que o crime foi consequência de uma discussão gerada pela retirada de cartazes do grupo Carecas do Brasil, que prega o combate ao comunismo, ao judaísmo e ao anarquismo. Esse contexto não havia sido informado ao Tribuna do Ceará na entrevista publicada na última sexta-feira (19).
Na denúncia feita em seu perfil em redes sociais, na quinta-feira (18), o estudante, que pede para ter o nome omitido nesta matéria, contou que sofreu violência por questões racistas e homofóbicas. No dia seguinte, ele reafirmou o que escrevera na internet, em conversa com o Tribuna do Ceará.
Representantes do Carecas do Brasil acusados de agressão por racismo e homofobia deram sua versão do ocorrido ao portal O Povo Online, no sábado (20). Na entrevista, eles alegaram que não são racistas e nem homofóbicos, e que foram interrompidos enquanto faziam panfletagem combatendo o uso de drogas.

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 Tribuna do Ceará não conseguiu contato com o Carecas do Brasil. Os perfis dos integrantes cearenses em redes sociais foram bloqueados pelos proprietários. Mandamos uma mensagem, na sexta-feira (19), para o email de contato informado no blog do grupo, pedindo uma entrevista. Não houve um retorno até a publicação desta matéria.Segundo o relato dos skinheads, os jovens teriam rasgado cartazes pregados em poste. Depois, houve discussão entre eles e um dos carecas empurrou o estudante, que caiu no chão.
O estudante confirmou ao Tribuna do Ceará parte da versão dada pelos skinheads. Segundo ele, os cartazes traziam ideias contra o comunismo, o judaísmo, o anarquismo e o uso de drogas. Uma imagem que seria semelhante a arrancada foi enviada pelo estudante ao Tribuna do Ceará, e acompanha esta matéria lá no topo.
“Era um cartaz com as ideias do grupo. Meus dois amigos falaram que aquilo não podia, pois era crime pregar coisas assim, e arrancou o cartaz”, contou a vítima, que reconheceu os agressores através de imagens do grupo nas redes sociais. Segundo ele, eram seis os agressores.
O Ministério Público anunciou, neste domingo (21), que vai investigar as ideias pregadas pelo Carecas do Brasil. Apologia ao antissemitismo, discriminação e preconceito étnico e sexual, aponta o procurador-geral de Justiça Plácido Rios, são crimes previstos na Lei 7.716/89.
Fonte: Portal Tribuna do Ceará
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