domingo, 1 de outubro de 2017

UPA do Eusébio – Sindsaúde realiza ato denunciando má gestão em unidade de saúde

Uma encenação teatral foi realizada no começo da manhã desta sexta-feira, 29/09, em frente à unidade de saúde, denunciando a falta de máscaras para trabalhar e a ausência de espaço adequado para o repouso dos funcionários.

Dirigentes do Sindsaúde chegaram cedo na manhã desta sexta-feira, 29/09, à UPA do Eusébio para um ato de protesto contra os desmandos da atual gestão da unidade de saúde. Com faixas e máscaras onde se lia “Saúde não é mercadoria”, os dirigentes do Sindsaúde fizeram uma encenação teatral denunciando a situação a que funcionários e pacientes estão submetidos.

O Instituto de Técnica e Gestão Moderna – ITGM - que passou a gerir a UPA do Eusébio neste mês, já acumula muitas queixas de trabalhadores e pacientes. Faltam máscaras descartáveis para os profissionais atuarem em segurança junto aos pacientes, falta espaço adequado para o repouso nas madrugadas, e os trabalhadores estão sobrecarregados assumindo várias funções, comprometendo a qualidade do serviço prestado. Pacientes denunciam que não há maqueiros e que muitas vezes precisam se deslocar para Fortaleza em busca de atendimento por conta da precariedade na UPA do Eusébio.

Uma reunião para discutir o assunto foi realizada no dia 13/09 com a presença de dirigentes do Sindsaúde e gestores do referido Instituto, mas, ao que parece, os problemas persistiram. O Sindsaúde denunciou o caso à Promotoria de Justiça do Estado e solicitou reunião com o prefeito do Eusébio, Acilon Gonçalves, até agora sem resposta.

Para a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, é preciso combater essas formas de trabalho que se multiplicam em todo o país, com essas organizações sociais que ocupam cada vez mais espaços no serviço público, não respeitando os direitos dos trabalhadores nem dos pacientes.  “Vamos pressionar a prefeitura para mudar esse cenário. Não podemos aceitar que a população e os trabalhadores sejam ainda mais sacrificados por conta de uma má gestão. Saúde não é mercadoria e não pode ser sucateada para gerar lucros para esses institutos” – concluiu a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, que conduziu o ato na manhã desta sexta-feira, 29/09.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde - Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará
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