Jazz em Cena abre temporada 2018 no sábado, 20/1, com Mimi Rocha e show inédito Tributo a Pat Metheny, no CCBNB. Entrada franca


Após o grande sucesso em 2017, consolidando o projeto de uma temporada permanente de jazz em Fortaleza, com shows ao longo de todo o ano, o projeto Jazz em Cena inicia seu calendário 2018 com um show especial. Um dos maiores nomes da cena musical cearense, o guitarrista, compositor, arranjador e diretor musical Mimi Rocha apresenta no Centro Cultural Banco do Nordeste, sábado, 20/1, às 19h, com entrada franca, um show preparado cuidadosamente a convite do projeto: Tributo a Pat Metheny. Uma homenagem ao grande mestre do jazz fusion, um dos artistas da música instrumental mais bem-sucedidos de todos os tempos, responsável por ajudar a popularizá-la e por estender suas fronteiras para inúmeros gêneros e influências.
 
Reconhecido pelo trabalho com inúmeros grandes artistas do Ceará e da cena nacional, dividindo palcos e estúdios, Mimi Rocha preparou um show inédito, especialmente para o Jazz em Cena. Na companhia de craques do primeiro time da música cearense, - Herlon Robson (teclados), Stênio Gonçalves (guitarra), Nélio Costa (contrabaixo acústico) e Ricardo Pontes (bateria), além do também guitarrista Marcos Maia como convidado especial, Mimi Rocha mostrará ao público temas de várias fases da carreira de Pat, começando pelo "American Garage", do Pat Metheny Group, até discos solo do guitarrista norte-americano que segue em permanente turnê mundial, surpreendendo e cativando plateias mundo afora, inclusive, com frequência, no Brasil.
 
"Conheci a obra do Pat Metheny através de um amigo, já falecido, o Márcio, na época do Latim em Pó (grupo cearense dos anos 80). A gente viajava de carro pro Pecém, e ele gravou uma fita K7 do 'American Garage', disco do Pat (de 1979, segundo álbum do Pat Metheny Group). Na época ficávamos tentando aprender as músicas, nós ainda bem verdes, tocando havia pouco tempo. Isso era por volta de 1983, 84, por aí...", rememora Mimi Rocha.
 
"Fiquei fascinado porque eu já era fã do fusion, do McLaughlin, Jeff Beck, Chick Corea, mas quando eu ouvi o Pat, com aquela coisa mais melódica e a guitarra limpa, realmente aquilo me pegou. Ele juntava a harmonia de rock, do American Garage, com a coisa mais jazzística, umas baladas. E um som de banda, de grupo tocando", acrescenta.
 
Sem Internet, tirando de ouvido

"Quando o Pat surgiu, com aquele timbre de guitarra com os dois delays e o chorus, um timbre limpo mas bem marcante, foi uma grande influência sobre mim e sobre guitarristas como o Marcos Maia e o Cristiano Pinho. Todo mundo meio que começou a tocar com aquele timbre do Pat. E isso virou Brasil afora. Muitos guitarristas se influenciaram por aquele timbre de guitarra dele e pela forma de improvisação, que juntava o fraseado do bebop com o do fusion e o country", destaca Mimi Rocha.
 
"A gente passava o dia todinho ouvindo o Pat no vinil. Eu tinha umas fitas K7 gravadas em 16 rotações, pra entender o fraseado do Pat. Aqueles cromatismos, interpolações, aquele caminho melódico de repetição... Realmente influenciou muito a gente.
 
O show no CCBNB
 
 "O público do Jazz em Cena no Centro Cultural Banco do Nordeste pode esperar no dia 20/1 um show super bacana de ouvir, agradável, com uma banda super afinada pra gente reproduzir da melhor forma, claro que com a nossa leitura, essa obras -primas do Pat, que talvez hoje seja o maior representante da música instrumental no mundo. O cara mais bem-sucedido, com uma carreira incrível, com vários prêmios Grammy, milhares de projetos lançados e sempre estando em turnê. É isso aí. Acho que vamos conseguir fazer uma boa reverência a esse mestre", reforça Mimi Rocha.
 
Repertório: Pat em vários momentos
 
O repertório do show passará por várias fases da carreira de Pat Metheny. "Vai ser um show bem diversificado, porque a obra dele é imensa, mas também com destaque para essa fase do 'American Garage' e dos primeiros discos do Pat Metheny Group. E aquele disco Secret Story (1992), o segundo disco solo dele, que é uma obra-prima", adianta Mimi Rocha.
 
"Vai ter muita coisa dessa primeira fase dele, que me influenciou muito. 'American Garage', 'New Chautauqua'... E devo incluir o meu 'Baião pra Lyle e Pat'", antecipa.

Jazz em Cena: próximos shows da temporada 2018
 
A temporada 2018 do projeto Jazz em Cena já tem definidas suas atrações para os meses de fevereiro e março. Os shows seguem acontecendo sempre aos sábados, às 19h, com entrada franca, no CCBNB.

Dia 3 de fevereiro tem Davi Duarte, Marcio Resende e o show Jobim Jazz, uma homenagem especial aos 90 anos do maestro soberano, com mestres da música do Ceará, em uma abordagem jazzística e diferenciada, com o grande intérprete cearense. Uma oportunidade para aplaudir Carlinhos Patriolino (violão), Rian Batista (contrabaixo) e Vitorio Cavalcante (bateria), em um show que vai dos clássicos de Jobim a canções menos recorrentes do eterno Tom.
 
Dia 24 de fevereiro o show Tributo a Chico Pinheiro, com Hermano Faltz e cantoras e instrumentistas convidados, prestará tributo àquele que é, para muitos, o melhor músico brasileiro desde os anos 2000. Compositor, arranjador, violonista e guitarrista virtuoso, diretor e produtor musical, Chico Pinheiro, paulista hoje radicado em Nova York, vem sendo responsável por levar para o mundo a nova música brasileira, com qualidade, sensibilidade e inspiração já destacadas por nomes como Edu Lobo, Diana Reeves e Quincy Jones. Um intenso diálogo entre o melhor da tradição brasileira e o jazz, tudo com muita personalidade nas composições e nos arranjos, em um show que vai do instrumental ao cantado.

Mais sobre o Jazz em Cena
 
Entre os objetivos do projeto "Jazz em Cena" estão contribuir para atender a grande demanda de público por mais shows de jazz em Fortaleza, apresentar a novos ouvintes a obra de grandes mestres da música, ressaltar o talento, a criatividade e o virtuosismo dos instrumentistas cearenses, de grande produção autoral, mas também capazes de recriar, a seu modo, trabalhos musicais históricas por sua beleza e sua importância.

O novo projeto se soma a outros que vêm sendo mantidos na capital cearense, como o Ceará Jazz Series, realizado desde 2015 no Teatro Dragão do Mar, o tradicional Festival Jazz & Blues (promovido em Guaramiranga e Fortaleza desde 2000), o Jeri Choro Jazz(desde 2009), os festivais instrumentais do Centro Cultural Banco do Nordeste e os shows promovidos em diversas casas noturnas, bares, restaurantes, teatros, centros culturais e espaços alternativos, formando uma rede crescente de opções para o público amante do jazz, com produções se ampliando ao longo de todo o ano. O Centro Cultural Banco do Nordeste fica na Rua Conde D´Eu, 560, Centro de Fortaleza.

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