sexta-feira, 8 de junho de 2018

Veto a piada contra políticos: "Ironizar não é ofender, é questionar", diz presidente da Associação Cearense Humor, Lailton Melo"


Humoristas foram ontem, 7, ao STF para impedir veto a piada contra políticos na eleição

De terno e gravata, Fabio Porchat, Bruno Mazzeo e Marcius Melhem, três dos principais humoristas do país atualmente, estiveram nesta quinta-feira, 7, no Supremo Tribunal Federal para tratar sobre a lei eleitoral que veda a veiculação de sátiras humorísticas sobre políticos em ano de eleição. A medida fez com que humoristas se unissem para tratar com o próprio relator da ação sobre os princípios constitucionais da liberdade de expressão e do direito à informação.

Sem piadas ou trajes engraçados, os artistas foram recebidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4451. Trata-se de uma ADI apresentada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão contra dispositivos da lei eleitoral que proíbem o uso de “trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de alguma forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido e coligação” em período eleitoral.

Para o presidente da Associação Cearense de Humor, Lailton Melo (Lailtinho Brega), a boa piada não tem a função de ofender e sim de questionar. "Quando você proíbe o humor em um sátira política você proíbe o desenvolvimento de uma cultura reflexiva", afirma o humorista.

"Tenho 30 anos de Humor no Ceará e nunca vi políticos em shows de humor, a maioria deles temem brincadeiras mais pesadas que possam causar a reflexão do povo. E que não deve, não deveria temer", complementa.


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