domingo, 2 de dezembro de 2018

8º Festival Alberto Nepomuceno – FAN FAN segue na afirmação da força do encontro e uso dos espaços públicos: as artes como um cuidar de si e do outro



Um festival olho no olho, tocando de perto os públicos de todas as idades, em atividades de acesso gratuito. Aquiraz, Fortaleza, Icó e Canoa Quebrada voltam a viver, de 1º a 7 de dezembro, o FAN - Festival Alberto Nepomuceno. A nova edição do FAN apresenta uma série de atividades artísticas. Desde encontros de DJs a concertos musicais, palhaçaria, visitas guiadas e partilha de acervos públicos em lugares como centros culturais, igrejas, escolas, museus, e espaços ao ar livre nas áreas urbana e rural. (Folder com a programação completa em anexo).

O festival é uma realização da Vagalume Produção Cultural e Comunicação. O projeto é contemplado pelo X Edital Mecenas do Ceará, da Secretaria de Cultura do Estado e conta com o apoio institucional do Centro Cultural Dragão do Mar, Museu da Fotografia de Fortaleza, Museu do Ceará e Prefeitura Municipal de Aquiraz, com agradecimento especial à Enel.

FAN MANIFESTA O DESEJO DE ACOLHER: abertura para o mundo

Há uma clara intenção de amplitude, no que se refere à diversidade da programação, de temas e modos de abordagem e acolhida do público. Na parte musical, por exemplo, o festival vai do côco das comunidades praieiras ao chorinho, do mestre Luiz Gonzaga ao repertório de concertos em formações variadas. Essa diversidade contribui para a formação de público em seu sentido mais amplo, uma vez que incentiva a utilização compartilhada de espaços públicos em encontros olho-no-olho, com conversas tocadas pelo desejo e necessidade de acolher.

 MARCAS FORTES DO FAN: ações em escolas públicas, zona rural e atividades
criadas e desenvolvidas especialmente para o festival, para todas as idades 

Outras marcas fortes do FAN são a partilha de atividades artísticas em escolas públicas tanto nas cidades quanto na zona rural. “O FAN contribui para realizar a necessária ação – educativa, política - de reconhecer e valorizar a diversidade artística, os diferentes modos de viver, e ampliar a compreensão de que acervos e espaços públicos são bens a serem desfrutados por todos”, afirma Cris Queiroz, da direção do festival.

O festival também apresenta espetáculos e atividades especialmente criados para sua programação, como é o caso da série Cidade Portátil, que a jornalista Izabel Gurgel lançou na edição anterior do FAN, com trabalhos específicos em Icó e Canoa Quebrada. “Fizemos isso recentemente em Canoa mostrando na biblioteca comunitária o trabalho hoje quase invisível das mulheres rendeiras, que fazem a renda bordada chamada labirinto”, comenta. “Em Icó, apresentaremos a feitura artesanal dos fogos do Senhor do Bonfim, a maior festa do calendário religioso da cidade”, diz Izabel.

MESTRES E APRENDIZES: aniversário de Luiz Gonzaga e roda de bordadeiras

Nessa edição, o FAN inicia sua programação dia 1º, simultaneamente em Aquiraz e Icó. Desenvolvido para o FAN para celebrar o aniversário do Rei do Baião, “Luiz Gonzaga e mais mil e uma possibilidades da sanfona” acontece em Aquiraz, seguida de roda de conversa com os músicos Silézia Maria (acordeon), Adriana de Maria (zabumba), Jajá Aquino (triângulo/pandeiro) e Tony Abreu (violão). Na ocasião também haverá apresentação do “Côco do Mestre Chico Casueira”. Em Icó, nova edição da série Cidade Portátil apresenta “Presépios em Icó: fé e festa na cidade-lapinha”, em igrejas da cidade, em roda de conversa com a jornalista Izabel Gurgel.

No domingo, dia 2, é a vez de Fortaleza conferir “Luiz Gonzaga e mais mil e uma possibilidades da sanfona” e participar de roda de conversa no Centro Cultural Dragão do Mar. A programação começa às 17h, com roda aberta de bordadeiras. Fã de Alberto Nepomuceno, Virgínia Fukuda fala sobre o maestro; jornalista da equipe do FAN, Mara Beatriz conversa sobre o Movimento Mães pela Diversidade.  Fã de música para zelar pela alegria do mundo, a DJ Renatinha participa com o Projeto Long Play em tempo de Narrativas Feitas a Mão. Por fim, apresentação do Siara Quarteto, com integrantes que fizeram ou fazem parte da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual do Ceará. 

FAN NO FEMININO: mulheres DJs em Canoa Quebrada

Até sexta, dia 7, o FAN entra em cartaz no Museu do Ceará (visita guiada dia 4 depois da apresentação e roda de conversa com Erivan Produtos do Morro: “Performance na MPC”) e Museu da Fotografia (visita guiada dia 4 depois da palhaçaria de Sâmia Bittencourt no solo “A banda de uma palhaça só”). Em Aquiraz, passa pela Escola Francisco Gomes Faria abraçando o Projeto Long Play, da DJ Renatinha, que anima roda de conversa e Escola Raimundo de Freitas Façanha (show e roda de conversa com Erivan Produtos do Morro).

Quinta-feira, dia 5, a programação segue em Fortaleza, com a roda de conversa “Da música como paixão”, com o jornalista Dellano Rios. O encerramento acontece dia 7, sexta-feira, em Canoa Quebrada, com as DJs Mayara Mota e Renatinha, exaltando o feminino na música brasileira, além de apresentações do Côco do Mestre Aluízio Perreira da Silva e Jair Dantas: “Luiz Gonzaga em um acordeon às avessas”.                         

Serviço
VIII Festival Alberto Nepomuceno – FAN. De 01 a 07 de dezembro em Aquiraz, Icó, Fortaleza e Canoa Quebrada. Programação gratuita. Para todas as idades.

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