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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Ceará e demais municípios brasileiros receberão guia para atenção básica de adolescentes




O Estado do Ceará será contemplado em dezembro, assim como outros municípios brasileiros, com caderno de promoção da saúde de adolescentes em situação de vulnerabilidade social,  fornecido pelo Projeto “Cidadania Jovem”, que vai beneficiar, inicialmente, 500 adolescentes de 12 a 15 anos de todas as regiões do país. O material inclui um caderno de promoção da saúde do adolescente, com protocolo clínico, cinco vídeos e um aplicativo a ser usado pelos próprios adolescentes.

As prefeituras receberão o material por meio do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), entidade que congrega e representa as secretarias de saúde dos 5.570 municípios brasileiros e que está à frente do projeto junto com o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (Ipads), a empresa Bayer.

Os municípios selecionados para servirem de base para a composição do material são Demerval Lobão (Piauí), Goianésia (Goiás), Rio Preto da Eva (Amazonas), Pedreira (São Paulo) e Cascavel (Parará), que serão os primeiros contemplados com o material. Até dezembro deste ano, todas as prefeituras receberão material informativo com orientações relacionadas à saúde e atenção básica de adolescentes.

Também contempla orientações relacionadas à sexualidade, gravidez, uso de substância psicoativa, violência física e sexual, entre outros serviços de saúde necessários ao desenvolvimento dos adolescentes. O objetivo desse material é fornecer aos municípios protocolos clínicos que orientem de forma mais pragmática as unidades de saúde e aos profissionais da Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento aos adolescentes.

“O projeto tem uma parte mais visível que é de trabalho junto aos municípios. Como não temos condições de levar para todos, escolhemos alguns municípios representativos de cada região do país. O caderno de promoção da saúde inclui sugestões de práticas que envolvam desenvolvimento do  adolescente como cidadão, assim como um protocolo clínico relacionado a questões que precisam ser enfrentadas no âmbito municipal, como violência sexual e doméstica e sexualidade”, disse a médica sanitarista Carmen Lavras, uma das mentoras e coordenadora do projeto.

PROJETO
O objetivo do “Cidadania Jovem”, lançado em Fortaleza nessa segunda-feira (29/04), é contribuir para a formação integral de adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Além de atuar diretamente com jovens, o projeto construirá metodologia de trabalho para que os municípios multipliquem a experiência e gerará documentos sobre a Promoção da Saúde de Adolescentes para disponibilizar aos profissionais da Atenção Básica do SUS.

Para o projeto, a saúde é entendida como  qualidade de vida, e envolve o bem estar físico, mental, psicológico e emocional que meninos e meninas precisam durante a conturbada fase de transição da infância para a vida adulta. Entre os temas tratados estão a sexualidade, os cuidados com o corpo, saúde, valores, família, convívio  social e cidadania.

OFICINAS
Além disso, os adolescentes participarão de oficinas, como educação física e desenvolvimento corporal, arte, música, artes plásticas, protagonismo juvenil, ação comunitária, entre outras temáticas. As oficinas serão promovidas durante um ano nos cinco municípios, por meio da preparação de monitores que são parte do projeto e acompanharão adolescentes durantes as oficinas.

DADOS
61% das crianças e adolescentes do Brasil vivem na pobreza, de acordo com relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), publicado em agosto de 2018. Pobreza não apenas monetária, mas de múltiplas dimensões, que priva esses cidadãos de direitos básicos ao seu desenvolvimento, como educação, saneamento e informação.

Na saúde do adolescente, o país amarga alguns indicadores sombrios, como os de gravidez precoce, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), e mortes por causas externas. Estima-se que existam 600 mil adolescentes grávidas no Brasil. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência é a principal causa de morte entre grupos de 10 a 15 anos de idade.

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