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Especialistas alertam sobre riscos do início precoce da vida sexual de adolescentes de 13 a 17 anos

 


Pesquisa aponta que mais de um terço dos estudantes de 13 e 17 anos já tiveram a primeira relação sexual, revela estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na faixa dos 16 aos 17 anos, 55% dos escolares já haviam iniciado a vida sexual. Para os profissionais da saúde, os dados da pesquisa devem ser observados como um alerta a respeito dessa iniciação e quais riscos elas trazem diretamente para esses adolescentes, tais como gravidez indesejada, uso precoce de anticoncepcionais, doenças relacionadas ao sexo e até impactos emocionais e sociais.  

Entre os dados que a pesquisa trouxe, a pílula anticoncepcional foi o segundo método contraceptivo  (exclusive a camisinha) utilizado pela maioria das estudantes (52,6%). A pílula do dia seguinte era utilizada em 17,3% dos casos e os contraceptivos injetáveis 9,8%. Para a médica ginecologista e obstetra Mayna Moura, o início precoce da atividade sexual dos adolescentes, em especial nas meninas, pode trazer consequências que impactam diretamente na saúde delas. 

“O uso do anticoncepcional pode trazer alguns riscos para a saúde de maneira mais imediata e também comprometimentos a longo prazo, especialmente quando se faz uso de algum método contraceptivo sem orientação profissional. É necessário, portanto, que a menina faça uma avaliação com ginecologista para escolher o melhor método contraceptivo. Nessa avaliação, também será informada sobre a importância do uso conjunto do contraceptivo de barreira para evitar infecções sexualmente transmissíveis”, explica. 

A médica ressalta ainda que os dados são bastante preocupantes e evidenciam a importância do tema na medida em que a gravidez na adolescência está associada a impactos sociais, econômicos, emocionais e na saúde e bem-estar das jovens e de suas famílias. “Uma gestação precoce acarreta consequências pra a mãe e o bebê. As complicações gestacionais e no parto representam a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos mundialmente, pois existe maior risco de eclâmpsia, endometrite puerperal, infecções sistêmicas e prematuridade,” destaca. 

A orientação da médica para os pais que ainda encontram dificuldades de abordar o tema em casa, é que busquem ajuda profissional para dialogar sobre sexo com seus filhos, pois somente a educação sexual vai proporcionar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que irão capacitá-los a cuidar de sua saúde, bem-estar e dignidade. “Esta iniciativa ajuda os filhos a identificarem e denunciarem comportamentos inadequados, como o abuso, apoiar o desenvolvimento de atitudes saudáveis como retardar a primeira relação sexual, prevenir a gravidez precoce e mesmo aumentar a adesão aos métodos contraceptivos recomendados e de prevenção para infecções de transmissão sexual nas adolescentes sexualmente ativas”, disse. 

*Saúde emocional* 

A iniciação sexual dos adolescentes também traz reflexo na saúde mental e emocional deles. Conforme a psicóloga infantojuvenil, Ayra Moraes, entre os 13 e 17 anos, os adolescentes estão em uma fase significativa do desenvolvimento do córtex pré-frontal, que fica no cérebro e é responsável pela nossa tomada de decisões, planejamentos, resolução de problemas e controle de impulsos. “Além de que, na adolescência, há um aumento de um neurotransmissor chamado dopamina, responsável pela sensação de prazer e gratificação, os levando a buscar emoções e sensações mais intensas. O início da vida sexual precoce pode vir muito relacionado pela busca dessa recompensa e pelo agir por impulso”, explica.  

A psicóloga especializada em comportamento infantojuvenil destaca a importância dos pais estimularem diálogos com empatia, compreensão, paciência e orientar os filhos sobre o sexo. Ainda segundo a psicóloga, a falta de maturidade neurológica, a busca por sensações sem medir os riscos e a falta de experiência de vida, pode levar o adolescente a ter uma experiência sexual ruim, afetando outras áreas da sua vida, como a autoestima, autoconfiança, autoimagem e dar a ele uma distorção sobre o que é relacionamento saudável, entre outros fatores que podem desencadear desconfortos psicológicos e emocionais".

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