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Reinauguração do busto Nelcy Campos prevista para maio

Após 20 dias de restauração, o busto do prático da barra Nelcy da Silva Campos está pronto para ser recolocado no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Recife. O trabalho de reparação foi feito pelo escultor pernambucano Demétrio Albuquerque, que também foi o criador da obra, instalada na Praça do Marco Zero em setembro de 2003. Naquela ocasião, Nelcy Campos foi homenageado pelo 3º Distrito Naval da Marinha, em uma cerimônia alusiva ao Dia Mundial do Marítimo, por ter salvado o Recife de uma catástrofe ao rebocar para alto mar um navio petroleiro em chamas. A previsão é de que a obra seja reinaugurada na segunda quinzena de maio. 

Com cerca de 25 quilos, esculpida em resina e pó de mármore, a escultura de 80 centímetros que retrata o busto de Nelcy Campos recebeu um tratamento especial, delicado e minucioso. O artista Demétrio Albuquerque se debruçou, principalmente, na limpeza da fuligem, provocada pelo escapamento dos veículos, que ficou incrustada na peça. 

Para o artista, o resultado do trabalho lhe rendeu orgulho e satisfação. Apesar de não conhecer a história do então prático da barra (espécie de guia para embarcações), Demétrio passou a admirar a determinação e o feito de Nelcy Campos, que salvou o Recife da explosão de um petroleiro que estava em chamas no Porto do Recife. "Muitas vezes não conhecemos a figura nem a biografia daqueles que retratamos em esculturas. Contudo, eu me surpreendi, não apenas com a coragem de Nelcy Campos, mas também com a atitude independente dele, que tomou a decisão solitária de evitar uma possível catástrofe", reverencia. 

Registro histórico 
O próximo dia 12 de maio é a data em que o feito heróico do prático Nelcy Campos completará os 30 anos. Em 1985, ele rebocou para longe da costa o navio petroleiro Jatobá, que pegou fogo e cujas chamas ameaçavam explodir o Parque de Tancagem do Brum, onde estavam armazenados 153 mil metros cúbicos de produtos inflamáveis. 

A situação de risco começou por volta da 1h30 da madrugada de um domingo, quando um dos três tanques do navio explodiu, deixando a embarcação em chamas. Atracado no Porto do Recife, o petroleiro carregava 1.500 toneladas de gás butano, conhecido como gás de cozinha. 
O pior é que o incêndio e as explosões em série poderiam atingir o Parque de Tancagem do Brum, que estava a 500 metros do petroleiro e armazenava mais de cento e cinqüenta mil metros cúbicos de produtos inflamáveis. De acordo com os técnicos, uma explosão no local destruiria tudo num raio de cinco quilômetros, atingindo os bairros de Santo Antônio, Recife Antigo, Boa Vista, Brasília Teimosa e Pina. 
Todo o efetivo do Corpo de Bombeiros do Recife foi mobilizado para combater o incêndio, mas os homens não conseguiram debelar as chamas, que chegavam a 20 metros de altura. A situação era tão grave que o então governador de Pernambuco, Roberto Magalhães, foi acordado às presas e teve que deixar o Palácio do Campo das Princesas, onde morava, localizado no Bairro da Boa Vista. 
Foi nessa situação que o prático da barra Nelcy da Silva Campos, então com 54 anos, foi chamado às pressas em sua casa pelas autoridades responsáveis pela Capitania dos Portos. Ele chegou ao porto por volta das duas horas da manhã e, com a ajuda de alguns auxiliares, começou um perigoso trabalho. Distribuindo as ordens, chegou a serrar dois dos nove cabos do navio petroleiro, que estava ancorado no Armazém A-1. 
Um desses cabos, que foi amarrado a outro de 200 metros, serviu para prender o petroleiro no reboque Saveiro. Para que a saída do Jatobá fosse possível também foi preciso movimentar os navios que estavam na frente e atrás dele. Só depois desse difícil trabalho, a embarcação em chamas pode ser rebocada para alto mar, onde não representava mais perigo para os recifenses. O petroleiro foi deixado à deriva a aproximadamente cinco quilômetros da costa. 
Ao voltar ao porto, já na manhã da segunda-feira, dia 13 de maio, Nelcy Campos foi recepcionado pelo governador Roberto Magalhães, pelos amigos e pela família, que esperava ansiosa. Ao chegar, ele declarou: "Nunca me vi em situação tão difícil e perigosa, mas pensei logo na população. Mesmo sabendo que poderia morrer, parti para a operação". 
Nelcy da Silva Campos nasceu no Recife no dia 21 de janeiro de 1931. Trabalhou durante 25 anos como prático, ofício que aprendeu com o pai. Morreu no dia 27 de setembro de 1990, de causas naturais.

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