O Ministério Público do Ceará, por meio da 137ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, ingressou, nesta terça-feira (12/05), com pedido de cumprimento de sentença na Justiça para que o Estado atenda, no prazo de 30 dias, todas as crianças que estão na fila de espera para inclusão no Programa de Alergia à Proteína ao Leite de Vaca (APLV). A iniciativa assegura o fornecimento regular de fórmulas alimentares especiais e atendimento médico à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). O MP recebeu informações de que a fila de espera, em 2026, chegou ao total de 1.181 pacientes, divididos entre 552 residentes em Fortaleza e 629 provenientes de diversos municípios do interior. O MP já havia ingressado com ação e obtido, em 2015, liminar na Justiça determinando que o Estado mantivesse a execução contínua do programa, assegurando o atendimento médico no hospital de referência da rede pública estadual, o Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS). Porém, desde 2023,...
O próximo 10 de maio é o Dia Mundial do Lúpus, uma data que chama atenção para o conhecimento sobre a doença e todas as suas complicações. Em tempos de coronavírus, os cuidados precisam ser reforçados. Estima-se que pelo menos cinco milhões de pessoas em todo mundo tenham lúpus, sendo aproximadamente 200 mil só no Brasil, afetando, na grande maioria dos casos, as mulheres (cerca de 90% do total), com maior incidência entre 15 a 44 anos.
Apesar do grande número de pessoas com a doença, pesquisas apontam que 51% da população não tem conhecimento sobre ela, e dos que a conhecem, 48% não sabem nenhum tipo de complicação associada à mesma. Isso mostra a importância de conscientizar a população acerca do tema, visto que grande parte das pessoas acometidas se sentem sozinhas, desistem de trabalhar e pioram a autoestima.
Parte dos pacientes diagnosticados com lúpus precisam da cloroquina ou do sulfato de hidroxicloroquina em seus tratamentos. O medicamento foi liberado em várias partes do mundo também para o tratamento de pacientes com casos graves da Covid-19. Sendo assim, a alta procura pelo medicamento pode estar afetando a vida dessas pessoas que necessitam dele para levar uma vida normal.
A dermatologista Hercilia Queiroz abre um parêntese para uma possível proteção dos pacientes com lúpus com relação ao novo coronavírus: “Embora a cloroquina faça parte do tratamento da Covid-19, não significa dizer que os pacientes de lúpus, que também fazem uso da mesma medicação, estejam imunes ao novo coronavírus. Estamos falando de pacientes com uma doença inflamatória, autoimune, que traz uma série de alterações em vários órgãos.”
A médica reforça que os estudos ainda são recentes e precisam de aprofundamento.
O atendimento e acompanhamento dos pacientes com lúpus deve continuar, mesmo que por teleconsulta. Hercilia Queiroz alerta para o uso contínuo do filtro solar mesmo dentro de casa e ficar sempre atentos aos exames de sangue. Dessa forma a doença se mantém controlada e pode evitar complicações no caso de contrair o novo coronavírus
Já o ortopedista Rodrigo Astolfi destaca a importância de exercícios físicos dos pacientes com lúpus também durante a quarentena. De acordo com o médico, eles podem e devem praticar exercícios, pois a prática ajuda a aliviar dores musculares e nas articulações. Mas é fundamental consultar um profissional da área que possa avaliar o caso individualmente e orientar quais exercícios são mais pertinentes para cada paciente.
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