Universidade Federal do Ceará (UFC) divulgou, na quarta-feira (20), o resultado final do primeiro concurso unificado docente de sua história, durante reunião de trabalho ocorrida no Gabinete da Reitoria. Foram ofertadas 66 vagas em diversos setores de estudo da instituição. O r esultado final do concurso com 61 vagas de servidores técnico-administrativos em Educação (TAE) também havia sido publicado na noite da última terça-feira (19). Organizados pela Central de Concursos e Verificações (CCV) em parceria com a Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC), os certames tiveram 22 mil inscritos no concurso de técnicos e mais de 1 mil concorrentes no do magistério superior , sendo observado um aumento de cerca de 50% na relação de candidatos por vaga docente . A Universidade Federal do Ceará divulgou, na quarta-feira (20), o resultado final do primeiro concurso unificado docente de sua história (Foto: Gutierrez Reges / UFC) Até o fim de maio, a CCV irá comunicar...
A ONG Endeavor e o Insper se uniram para investigar uma nova categoria de empresas, chamadas de "scale-ups" – negócios que estão crescendo, e impactando muito na geração de riquezas e empregos para o país. As duas instituições lançaram uma cátedra para estudar o tema. A pesquisa é conduzida pelo professor Guilherme Fowler A. Monteiro. O primeiro trabalho do pesquisador para a Cátedra é o white paper "Empresas de alto crescimento e o desafio de Scale-Up" em que ele analisa estudos internacionais sobre o assunto. O artigo está disponível em: http://info.endeavor.org.br/ whitepaper-scale-ups
A parceria vai trazer rigor acadêmico para a área. Como consequência, a Endeavor entenderá melhor as scales-ups e conseguirá apoiar ainda mais os empreendedores. Anualmente a ONG realiza mentorias com scale-ups. San Paolo, A Tal da Castanha e Go Case são algumas das scale ups cearenses já apoiadas.
O estudo se justifica porque ainda não há na literatura acadêmica uma definição precisa do que são, efetivamente, Scale-ups, algo que dificulta o debate sobre o tema e a adoção de medidas efetivas para estimulá-las. Até agora, a discussão esteve focada exclusivamente em um grupo maior de companhias, as chamadas Empresas de Alto Crescimento (EACs), aquelas que crescem a um determinado ritmo por um período intensivo e observável. A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), por exemplo, classifica esses negócios como aqueles que crescem em média 20% ao ano, por três anos seguidos.
Segundo a última estatística do IBGE, o Brasil tinha 31.223 dessas companhias em 2014, o que representa 1,3% do total — apesar disso, elas geraram quase a metade dos novos empregos no período (46,7%). Mas só essa classificação não dá conta de explicar o que favorece ou não o crescimento dessas organizações, muito menos colocar uma lupa sobre asScale-ups, que têm algumas características próprias que as distinguem desse grande grupo, como a produtividade.
Segudo o artigo, “scale-up é uma empresa cujo ciclo acelerado de crescimento e criação de riqueza baseia-se, fundamentalmente, na escalabilidade do seu modelo de negócios.” A partir dessa definição, é possível discutir melhor como criar incentivos para que as empresas mais produtivas cresçam, como identificar os negócios com possibilidade de ganho de escala e suportar seu desenvolvimento. Já se sabe que esse estímulo é diferente do necessário para as empresas em estágio inicial, por exemplo.
O trabalho também mostra que scale-up é uma fase na história da organização. Ela surge, valida o seu modelo de negócios escalável, cresce fortemente por um período, mas não necessariamente se mantém assim para sempre. Para a economia como um todo, isso não é ruim: ganha-se produtividade em um ambiente em constante mudança, com ideias (e empresas) nascendo e crescendo de modo acelerado. “Por outro lado, quanto maior a porcentagem de companhias que permanecem estáticas, menor o crescimento da produtividade”, diz o pesquisador do Insper.