segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Sedentarismo: o maior vilão da vida moderna


No dia 05 de agosto é celebrado o Dia Nacional da Saúde, a data tem o objetivo de conscientizar a população sobre os bons hábitos para promoção da saúde. Atualmente  cerca de 20% da população brasileira está obesa e sedentária.

Mesmo com toda a correria do dia a dia, trabalho, atividades de casa, família, compromissos, o exercício tem que ser uma das prioridades, uma vez que através dele até o desempenho nas demais atividades tende a melhorar. No Brasil a obesidade atinge 18,9 dos brasileiros, segundo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2017, divulgados pelo Ministério da Saúde.

O corpo precisa estar em movimento. Desde os primórdios, o homem tem na sua rotina o movimento, que era usado antigamente para caçar, conseguir alimentos ou até mesmo sobreviver em meio a outros animais. Com a evolução, o homem passou a contar com muitas facilidades do progresso para dar mais agilidade e cada vez mais conforto à sua vida. O resultado disso foi uma ampla acomodação que gerou impacto direto na saúde humana.

Considerado o maior vilão da vida moderna, o sedentarismo é a doença do século e um estilo de vida perigoso. Portanto, dedicar um tempo do dia para a prática de exercícios físicos deve ser uma regra. O médico e nutrólogo André Guanabara explica que para quem trabalha o dia todo sentado, o exercício passa a ser ainda mais obrigatório e reforça: “A atividade física é indispensável para quem quer envelhecer com qualidade e se manter longe das doenças. É importante não usar a falta de tempo como desculpa, pois tudo é uma questão de prioridade para quem deseja uma vida longa e com saúde”.
Atualmente a obesidade é uma das maiores consequências do sedentarismo. O mundo está enfrentando um surto dessa doença, uma das mais preocupantes do nosso tempo. De acordo com o National Health and Nutrition Examination Survey, os americanos estão pesando em média 11 kg a mais do que há 25 anos.

Estudo realizado por cientistas brasileiros, americanos e franceses, publicado recentemente no periódico científico Cancer Epidemmiology, em 2025 o Brasil terá 640.000 casos de câncer e quase 30.000 deles vão estar associados à obesidade. Fica, dessa forma, constatada a relação entre o câncer e a obesidade. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores utilizaram como base dados de 2012, período em que o excesso de peso esteve associado a 15.465 casos de câncer (3,8% do total).

A obesidade é uma doença crônica, cujo avanço tem se dado de forma acelerada em todo o mundo nos últimos anos. Ainda segundo a pesquisa Vigitel 2017, entre os jovens  a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017, quase o dobro da média nas outras faixas etárias (60%). Além desses dados, outro fator preocupante é uma epidemia de crianças obesas, resultado da falta de cuidados com a dieta e a negligência com a atividade física, algo ‘quase’ hereditário, já que normalmente os filhos têm como espelho os pais; por isso, é ainda mais importante a consciência do adulto sobre essa questão, a saúde do indivíduo só depende dos seus hábitos. Atualmente, com a grande quantidade de carboidratos ingeridos na alimentação equivocada, baseada em pães, massas, biscoitos, refrigerantes, e com a ausência de exercícios físicos, os casos de doenças ligadas ao sedentarismo, principalmente a obesidade, só aumentam.

Mudança no estilo de vida

A solução é simples, mas não é fácil de início. Mudar hábitos de uma rotina sedentária que incluam o exercício físico regular pode não ser fácil de uma hora para outra, mas é necessário e isso pode ser feito aos poucos. É preciso ter a consciência de que o exercício físico não é só para quem deseja ter o corpo esteticamente bonito, mas principalmente para ter uma vida longa e saudável.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que são necessários, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade física leve ou moderada, ou seja, 20 minutos por dia, ou 75 minutos de atividade física de maior intensidade por semana. Mas, a falta de tempo com a rotina apertada de trabalho, estudos, cuidados com a casa, faz com que muitas pessoas deixem a atividade física em segundo plano ou até mesmo nem a realizem.


Os exercícios físicos estão entre os principais hábitos para uma vida longa e saudável. Seu impacto direto na qualidade de vida do indivíduo e no aumento da longevidade com saúde é comprovado. Adultos que praticam caminhadas, realizam atividade de lazer, bebem moderadamente, não fumam e evitam a obesidade são menos propensos a sofrer com insuficiência cardíaca, em comparação aos que se importam pouco com esses fatores de risco para doenças.

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