Fortaleza inaugura nova Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho no aniversário de 108 anos 18/10/2026 11:34 Na manhã deste domingo (18), o Fortaleza Esporte Clube inaugurou, no Centro de Excelência Alcides Santos, a nova Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho. No seu aniversário de 108 anos, o Tricolor de Aço entrega mais uma obra em busca de sempre modernizar a infraestrutura do Pici para atletas, colaboradores e torcedores. Com 65,08m², a nova sala está localizada no prédio administrativo do Clube com entrada pela Praça Ney Rebouças, trazendo melhor acesso para os profissionais de imprensa. Diante disso, a Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho apresenta sete novas bancadas com saídas de áudio e tomadas elétricas, um sistema de som composto por seis caixas e um piso para os cinegrafistas. A modernização busca melhores condições de trabalho aos jornalistas, oferecendo mais tecnologia, conforto e praticidade. Na bancada principal, traz também mais conforto e tecnologia com uma grande mesa ...
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (julgou inviável) ao Habeas Corpus (HC) 163599, no qual a defesa do policial militar Marcílio Costa Andrade pedia a nulidade da ação penal a que responde perante a Justiça do Ceará. Ele foi denunciado com outros 44 policiais militares pela participação na “Chacina do Curió", em 2015, em Fortaleza (CE), quando 11 pessoas foram assassinadas e sete ficaram feridas.
O habeas corpus foi impetrado contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou recurso em HC apresentado pela defesa. Entre outros pontos, a defesa alegou no STF ofensa aos princípios do juiz natural e do promotor natural em razão da criação de comissão processante nos termos da Lei 12.694/2012, que dispõe sobre o processo e o julgamento colegiado em primeiro grau de jurisdição de crimes praticados por organizações criminosas. Sustentou ainda que a denúncia oferecida pelo Ministério Público seria inepta, por ser omissa e contraditória, impossibilitando o regular exercício do direito de defesa.
O ministro Luiz Fux não verificou, no caso, situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder no ato do STJ. Em relação à alegação de ofensa aos princípios do juiz natural e do promotor natural, o relator apontou que a criação do órgão colegiado para processar e julgar os crimes em questão obedeceu às diretrizes da Lei 12.694/2012. Segundo o ministro, o juízo de origem apresentou fundamentação idônea para a constituição do colegiado, demonstrando a “temerária condução de forma singular da ação penal, em que são denunciados 45 policiais militares, entre eles alguns com elevado grau de periculosidade, com formação aparente de grupo de extermínio”. Da mesma forma, afirmou o relator, a designação de uma comissão de promotores de Justiça para atuar no caso, considerando as particularidades do processo, também não ofende o princípio do promotor natural.
O relator também rebateu o argumento de uma suposta inépcia da denúncia. Segundo ele, se a peça acusatória evidencia a realização de fato típico com prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, de modo a possibilitar o pleno exercício da defesa, não há razão para se alegar vulneração ao artigo 41 do Código de Processo Penal. “Se a instância de origem, à luz dos fatos aduzidos, reconheceu a idoneidade da denúncia, não há que se falar em trancamento da ação penal pela via do habeas corpus”, ressaltou.
Fonte: STF
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