A Polícia Militar do Ceará (PMCE) prendeu, nessa quarta-feira (8), um motorista suspeito de tráfico de drogas em Paracuru, Área Integrada de Segurança Pública 23 (AIS 23) do estado. O homem, de 31 anos, tentou desviar de um bloqueio do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), mas foi capturado e 35 kg de maconha foram apreendidos. O entorpecente e o suspeito foram conduzidos até uma unidade da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). A equipe trabalhava no posto fiscal, quando percebeu que um veículo desviou o caminho para evitar a abordagem policial. Diante da suspeita, os policiais realizaram o acompanhamento tático por cerca de 300 metros, quando deram voz de parada ao motorista. Durante a abordagem, foram encontradas sacolas contendo 35 kg de maconha divididos em tabletes e um aparelho celular quebrado. Diante dos fatos, o motorista, o veículo, o celular e os entorpecentes foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Paracuru. Ele foi autuad...
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou medida liminar na qual a defesa de Erismar Mariz de Oliveira, acusado de integrar grupo criminoso que assaltava bancos e carros-fortes no Ceará, pedia a revogação de sua prisão preventiva. A decisão do relator foi proferida no Habeas Corpus (HC) 164583.
Oliveira foi preso em flagrante em agosto deste ano, junto com outros envolvidos, pela suposta prática dos crimes de integrar organização criminosa, receptação, posse de substância explosiva, uso de documento falso e posse de arma de fogo de uso restrito. Em seguida, o juízo da 3ª Vara de Morada Nova (CE) converteu a prisão em preventiva, com fundamento na necessidade de garantia da ordem pública e da instrução processual, fazendo referência à gravidade concreta dos delitos.
Habeas corpus buscando a revogação da custódia cautelar foi negado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE) e, em seguida, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liminar em habeas lá impetrado com o mesmo objetivo. No Supremo, a defesa pediu a revogação da prisão ou sua substituição por medidas cautelares alternativas, alegando que os fundamentos utilizados para impor a custódia seriam genéricos.
Decisão
Segundo o relator, o juízo de primeira instância, ao converter a prisão em flagrante em preventiva, mencionou a apreensão de apetrechos para furar pneu, 33 quilos de emulsão explosiva e uma pistola calibre .40 com carregador e ainda apontou suposta participação do investigado em organização criminosa. Esses fatos, para o ministro Marco Aurélio, atestam a necessidade da custódia em razão da periculosidade sinalizada nos autos. O ministro entendeu que a prisão preventiva, no caso, revela-se “razoável e conveniente”, atendendo aos requisitos da legislação.
Fonte: STF
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