NOTA DE REPÚDIO O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (CREFITO-6) vem a público manifestar seu REPÚDIO à decisão da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (SMS) que determinou a retirada dos plantões noturnos e de finais de semana dos Fisioterapeutas nas Unidades de Tratamento de Urgência (UTUS) dos hospitais da rede municipal de Fortaleza. A assistência fisioterapéutica em ambientes de urgência que trata pacientes graves não é um serviço secundário ou opcional, mas sim essencial e ininterrupto. RETIRAR o fisioterapeuta expõe os pacientes a graves riscos, como intercorrências respiratórias, aumento do tempo de internação, sequelas irreversíveis e, risco iminente de óbito. Não se pode admitir que medidas retrógradas de gestão financeira ou readequações administrativas sejam implementadas em prejuízo direto da vida e da integridade física dos cidadãos fortalezenses. Exigimos a imediata revisão dessa diretriz por parte da Secretaria Municipal de S...
Janeiro Roxo reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico e o tratamento corretos, difundir informações e desfazer o preconceito.
De acordo com a organização mundial da Saúde (OMS), o Brasil se encontra em segundo lugar mundial no número de novos casos de hanseníase diagnosticados a cada ano (o primeiro lugar é representado pela Índia). Entretanto, os números se distribuem de forma heterogênea nas diferentes regiões do país, sendo Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará e Piauí os estados que se destacam nos maiores índices de casos desta doença.
Segundo a dermatologista Hercilia Queiroz, apesar de ser uma doença da pele, a hanseníase é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período em que a bactéria fica escondida ou adormecida no organismo é prolongado, e pode variar de dois a sete anos.
A doença pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado. Por isso, a dermatologista ressalta a importância de investigar os primeiros sinais, que são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, que ficam dormentes e sem sensibilidade ao calor, frio ou toque. Podem aparecer placas, caroços e/ou inchaços. Quando afeta os nervos, pode causar formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.
“Existe em nosso organismo uma defesa natural contra a bactéria que transmite, porém somente alguns pacientes se tornam suscetíveis e desenvolvem a doença”, esclarece Hercilia. O tratamento é gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem duração de 6 a 12 meses. Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas Unidade Básica de Saúde (UBS).
Uma dica importante é convencer e conscientizar os familiares e pessoas próximas a um paciente sobre a importância de procurarem uma UBS para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem pela família nem pelos parentes próximos e amigos.
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