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Fortaleza inaugura nova Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho no aniversário de 108 anos

  Fortaleza inaugura nova Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho no aniversário de 108 anos 18/10/2026 11:34 Na manhã deste domingo (18), o Fortaleza Esporte Clube inaugurou, no Centro de Excelência Alcides Santos, a nova Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho. No seu aniversário de 108 anos, o Tricolor de Aço entrega mais uma obra em busca de sempre modernizar a infraestrutura do Pici para atletas, colaboradores e torcedores. Com 65,08m², a nova sala está localizada no prédio administrativo do Clube com entrada pela Praça Ney Rebouças, trazendo melhor acesso para os profissionais de imprensa. Diante disso, a Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho apresenta sete novas bancadas com saídas de áudio e tomadas elétricas, um sistema de som composto por seis caixas e um piso para os cinegrafistas. A modernização busca melhores condições de trabalho aos jornalistas, oferecendo mais tecnologia, conforto e praticidade. Na bancada principal, traz também mais conforto e tecnologia com uma grande mesa ...

Vazamento de óleo foi o "mais severo desastre ambiental" em oceanos tropicais, aponta estudo publicado na "Science"

Os primeiros resultados dos estudos do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR), da Universidade Federal do Ceará, sobre o vazamento de óleo na costa nordestina do Brasil, ocorrido em 2019, apontam que o derramamento possui extensão de mais de 3 mil quilômetros de costa, fazendo desse o mais severo desastre ambiental já registrado em oceanos tropicais do planeta.
As análises estão em dois artigos publicados, nessa quinta-feira (9), na Science, uma das maiores e mais importantes revistas científicas do mundo. No primeiro artigo, intitulado "Brazil oil spill response: time for coordination", os pesquisadores do LABOMAR calculam que o óleo atingiu mais de 40 unidades de conservação.
Além disso, houve impacto, ainda não mensurado, em uma grande diversidade de ambientes e ecossistemas marinhos e costais, como praias, manguezais, estuários, bancos de gramas marinhas, bancos de algas calcárias e recifes de corais.
Um dos autores do artigo, o Prof. Marcelo Soares, do LABOMAR, ressalta que o detalhamento dos impactosainda deve ocorrer, mas alguns deles já podem ser percebidos. "Os mais relevantes são a contaminação a longo prazo de ecossistemas tropicais, perda de biodiversidade, insegurança alimentar de comunidades, perdas econômicas de pescadores artesanais, danos psicológicos às comunidades afetadas e danos às unidades de conservação", diz.
O artigo aponta ainda que uma resposta rápida para combater os efeitos do óleo foi "quase impossível" por conta de uma falha na ação governamental, sendo percebida uma baixa coordenação de ações com as organizações não governamentais, as forças militares, a sociedade civil e os estados e municípios atingidos.
Outros fatores citados como prejudiciais são a extinção de comitês específicos para a resolução de acidentes com óleo; o atraso na aplicação de medidas corretivas e preventivas; a não aplicação do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo, e cortes financeiros em pesquisas e políticas ambientais que pudessem auxiliar as instituições brasileiras a enfrentar o desastre e entender os impactos para os próximos anos.
RODÓLITOS – O segundo artigo, intitulado "Brazil oil spill response: protect rhodolith beds", avalia o possível impacto nos bancos de rodólitos, ecossistemas marinhos compostos principalmente por algas calcárias presentes na costa brasileira. Trata-se de ambientes que, apesar de importantes pela diversidade biológica e presença de espécies de valor econômico, seguem sem proteção adequada.
No Brasil, os bancos de rodólitos cobrem uma área potencial de 229 mil quilômetros quadrados, e sua contaminação pelo óleo derramado pode comprometer a segurança alimentar das regiões onde estão presentes, já que prejudica a conservação da biodiversidade. Outro problema, de alcance global, é o consequente desequilíbrio na presença de carbono dos oceanos, já que os bancos de rodólitos possuem papel primordial na captura desse elemento.
O Prof. Marcelo Soares explica que um estudo feito com modelagem digital indica que a área de ocorrência dos bancos de rodólitos coincide com a área atingida pelo óleo, o que permite inferir a contaminação. "O óleo está no fundo do mar e se precipita junto a essas algas, prejudicando sua função de berçário da vida marinha e de captura de carbono, pois [esses bancos] podem agir como uma floresta marinha, tendo importante função no combate a mudanças climáticas", lembra o pesquisador.
EQUIPE – O primeiro artigo tem participação dos pesquisadores do LABOMAR Marcelo de Oliveira Soares, Luís Ernesto Arruda Bezerra, Carlos Eduardo Peres Teixeira, Rivelino Martins Cavalcante, Tallita Cruz Lopes Tavares, além do Prof. Sergio Rossi, da Universidade de Salento (Itália), que atua como professor visitante na UFC, por meio do projeto CAPES/PRINT.
Já o segundo, que tem participação do Prof. Marcelo Soares, é feito em parceria com pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina, do ABC, do Espírito Santo, da Paraíba, de São Paulo e do Rio Grande, da Universidade de São Paulo, do Museu de História Natural da França, do Instituto Alfred Wegener de Pesquisa Polar e Marinha (Alemanha), da Universidade Nacional da Austrália e das universidades de Plymouth (Reino Unido), de Algarve (Portugal), de Griffith (Austrália), de Granada (Espanha), da Corunha (Espanha) e de Salento (Itália).
Para o futuro, o Prof. Marcelo Soares adverte que há um aumento dos riscos de novos derramamentos nos oceanos. "A exploração de petróleo em altas profundidades, o derrame de antigos naufrágios que estão no fundo do mar e o transporte de óleo nos navios tendem a aumentar esse risco", diz. A leitura dos artigos publicados na Science (em inglês) pode ser feita por meio do site da revista.
Fonte: Prof. Marcelo de Oliveira Soares, do LABOMAR – e-mail: marcelosoares@ufc.br

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