Brasil cria 165,8 mil postos de trabalho em agosto, aponta Caged Abertura de vagas subiu 7,2% na comparação com mesmo mês de 2025 Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil Publicado em 29/09/2026 - 15:56 Brasília © José Paulo Lacerda/CNI/Direitos reservados Versão em áudio Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 165.827 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em agosto. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 183,1% maior em relação a julho, quando o país criou 58.568 empregos. A criação de empregos subiu 7,2% em comparação a agosto do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 154.683 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Em relação aos meses de agosto desde 2020, no entanto, esse é o segundo resultad...
Os efeitos do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus são objetos de estudo. A compulsão alimentar e o abuso de álcool podem se tornar alguns dos problemas enfrentados por parte da população mundial neste momento. Se para muitos já é difícil controlar o stress e a ansiedade em dias normais, ficou ainda mais complicado controlar as emoções durante o atual isolamento, que agrega medos, incertezas e problemas socioeconômicos.
A compulsão alimentar está diretamente ligada à saúde mental e pode trazer malefícios ainda a curto prazo. O ato de consumir grandes quantidades de comida de uma só vez é um alerta. O abuso de álcool pode também gerar problemas a curto e longo prazo.
A endocrinologista Ana Flávia Torquato explica que os primeiros sinais de compulsão alimentar são episódios onde a pessoa perde o controle e acaba comendo uma quantidade muito grande de comida em um curto espaço de tempo. Normalmente, o episódio não é motivado por fome fisiológica e é sucedido pelo sentimento de culpa.
“Quem tem essa relação disfuncional com a comida deve ficar atento pois pode se tratar de um transtorno alimentar, que requer tratamento. A compulsão alimentar pode se associar a sentimentos depressivos, piora da ansiedade, e levar ao isolamento quando o comportamento se torna muito frequente. A longo prazo, pode ocorrer ganho de peso e, consequentemente, várias doenças, como diabetes”, disse Ana Flávia Torquato.
Para a psicóloga Ticiana Moreira Aires, é importante conhecer o funcionamento do seu corpo e identificar os momentos que a compulsão aparece, dessa forma é possível identificar os gatilhos emocionais que estão levando à compulsão. Buscar incluir uma rotina de atividade física que também controla melhor a ansiedade noturna, levando a um melhor aproveitamento das noites de sono. A leitura de um bom livro ou algo que tire o foco da alimentação e substituir por atividades que dão prazer é fundamental!
Bebidas
Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os governos limitem a venda de bebidas alcoólicas durante a quarentena. A OMS alertou que o consumo excessivo pode prejudicar a saúde física e mental.
“Durante o isolamento várias pessoas estão ingerindo bebida alcoólica em quantidade bem superior à habitual, algumas até diariamente. O álcool em excesso afeta o comportamento e a coordenação, podendo gerar violência e induzir comportamentos de risco. Horas depois da ingestão, surgem mal estar, náuseas, vômitos, cefaleia, e outros sintomas conhecidos como ressaca”. O abuso de álcool provoca consequências negativas para a saúde, altera o padrão do sono, induz problemas psicológicos, causa fadiga, e compromete o sistema imunológico, deixando o corpo mais susceptível a infecções. A longo prazo, o consumo excessivo de álcool pode danificar vários órgãos e causar sérias complicações como a cirrose hepática, por exemplo”, afirmou Ana Flávia Torquato.
“Quem tem bebida na geladeira e está se acostumando a consumir todos os dias, tende a aumentar a quantidade. A ansiedade elevada pode levar a um consumo maior. É compreensível que, em meio a todo bombardeio de notícias as pessoas procurem o que as levem a esquecer ou fugir da realidade. Longe porém, de afirmarmos que essa é a melhor opção”, afirma Ticiana Moreira Aires.
Neste momento, todas as atenções devem estar voltadas aos cuidados com a saúde, evitando assim desenvolver comorbidades, levando em consideração que os casos mais graves de coronavírus estão relacionados aos pacientes com algum problema de saúde. O consumo de bebida alcoólica enfraquece o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade do organismo à infecções. A obesidade por sua vez, altera pressão arterial, pode causar diabetes, e acarretar o aparecimento de problemas cardíacos.
Comentários
Postar um comentário
Expresse aqui a sua opinião sobre essa notícia.