Ibovespa cai 2,68%, e dólar fecha em leve baixa a R$ 5,34 Bolsa perde 16,6% na semana, em meio a incertezas fiscais e políticas Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil Publicado em 28/10/2026 - 19:28 Brasília © REUTERS/Yuriko Nakao/Proibida reprodução Versão em áudio O mercado financeiro brasileiro teve mais um dia de forte pressão sobre as ações nesta quarta-feira (28). O Ibovespa caiu 2,68%, aos 171.006,10 pontos, no terceiro pregão consecutivo de perdas, enquanto o dólar encerrou em leve baixa, cotado a R$ 5,34. As incertezas sobre a política fiscal do governo mantiveram os investidores cautelosos, apesar da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de manter os juros inalterados. Principais números Ibovespa: 171.006,10 pontos (-2,68%); Bolsa na semana: perda acumulada de 16,6%; Bolsa no mês: recuo de 8,2%; Dólar comercial: R$ 5,34 (-0,19%); Dólar na semana: alta acumulada de 6,95%; Dólar no mês: valorização de 3,19%. Ibovespa renova mínima O Ib...
Rede Sustentabilidade, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSol) ajuizaram no Supremo Tribunal Federal (STF) a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 690, em que contestam atos do Poder Executivo Federal que restringiram a publicidade dos dados relacionados à Covid-19. A pretensão é que o Ministério da Saúde seja compelido a dar publicidade, diariamente, até as 19h30, aos dados sobre casos confirmados, óbitos, recuperados, hospitalizados e outros. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.
Manipulação
No pedido, os partidos afirmam que, por três dias seguidos na última semana, o Ministério da Saúde retardou a divulgação dos dados sobre a pandemia em sua página na internet. Posteriormente, sem nenhuma justificativa legítima, alterou o formato do Balanço Diário da Covid-19, omitindo dados como o total de casos confirmados, de casos recuperados e de óbitos, o acumulado nos últimos três dias, o número de mortes em investigação e o de pacientes que ainda estão em acompanhamento.
Para os partidos, a retenção dessas informações inviabiliza o acompanhamento do avanço da Covid-19 no Brasil e atrasa a implementação de políticas públicas sanitárias de controle e prevenção da doença, além de representar afronta à população o fato de existir qualquer intenção de manipulação de dados. “A plenitude de acesso é necessária para a detecção de falhas na assistência à saúde da população nas unidades da rede espalhadas pelo país”, sustentam. A imposição de um “verdadeiro sigilo” sobre informações e a intenção de reavaliar os dados estaduais da doença escondem, segundo eles, a ineficiência e o descaso do governo federal diante da pandemia.
Os partidos alegam que as medidas violam preceitos fundamentais da Constituição Federal que tratam do direito à vida e à saúde, do dever de transparência da administração pública e do interesse público.
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