Mercado eleva projeção para inflação, juros e dólar em 2026 No primeiro Focus após eleições, estimativa do PIB recua para 1,76% Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Publicado em 03/11/2026 - 10:43 Brasília © Marcello Casal JrAgência Brasil Versão em áudio O mercado financeiro elevou as projeções para a taxa básica de juros (Selic), a inflação e o dólar neste ano e reduziu, pela terceira semana consecutiva, a estimativa de crescimento da economia. Os dados constam do Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo Banco Central com projeções do mercado financeiro para inflação, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. Neste primeiro boletim após o resultado das eleições presidenciais, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026 passou de 13,25% na semana passada para 13,5% – mesmo patamar estimado há quatro semanas. Atualmente, a Selic está em 13,75%, o que indica que o mercado ainda espera por um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. Par...




Na próxima sexta-feira (10), o livro Cine Nazaré - Um Cinema Vivo - será lançando virtualmente. O livro foi trabalho de conclusão de curso da jornalista Julia Ionele, na Universidade Federal do Ceará, e será publicado pelo Inesp - Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o desenvolvimento do Ceará.
O livro conta a trajetória do último cinema de bairro do Brasil, que está localizado no Otávio Bonfim, e é sobrevivente de um momento da trajetória cinematográfica que já não existe mais.
O Cine Nazaré abriu as portas no ano de 1941, em 76 anos de funcionamento, foi palco de muitos romances, histórias e lembranças de uma Fortaleza antiga. O Cine Nazaré é resistência ao período da ditadura militar, ao avanço da tecnologia e da nova forma da organização social. Ele resiste no mesmo lugar, na Rua Padre Graça, no número 65. O espaço é uma saleta cinematográfica com capacidade para oitenta pessoas, os filmes são projetados com retroprojetores da forma antiga e os clássicos em preto e branco que já não se encontra em quase nenhum acervo da capital.
A produção narra os 79 anos da história do Cine Nazaré, relatando a vida de Raimundo Carneiro de Araújo, o seu Vavá, responsável por manter o cinema vivo até os dias atuais e por conservar todo o maquinário da década de 20 e 30, além do acervo de duas mil películas, títulos que já não são encontrados em nenhum lugar, como: O Ébrio, Dio como te amo, Carmen Miranda. O cinema do bairro Otávio Bonfim é um acervo vivo películas do século passado.
O avanço da desvalorização do cinema fortalezense reflete não apenas em perdas audiovisuais, mas afetivas e identitárias. Por isso, a importância de recuperar o cinema como instrumento de identidade cultural. A reflexão sobre o cinema permite que a comunidade seja levada a pensar nele como espaço de resistência e memória.
O livro está estruturado em quatro capítulos, cada um retratando diferentes fases da vida do cinema na capital cearense e no contexto do bairro do Otávio Bonfim. O capítulo um, denominado “Nasce o Cine Nazaré”, traz informações da construção do cinema e dos primeiros anos de funcionamento. O capítulo dois, que recebe o nome “A reabertura do Nazaré”, traz a segunda fase do cinema, no final dos anos 60 e a forma de organização dele. O terceiro, “Cine Nazaré é resistência”, busca trazer a reabertura do cinema nos anos 2000 e a nova forma de funcionamento. Já a última parte do livro, denominada “Cine Nazaré vive”, procura trazer explicações do que será o Cine Nazaré nos próximos anos. Julia destaca a importância de retratar o Cine Nazaré:
“Eu queria passar pela graduação deixando para as pessoas uma boa história que elas pudessem passar adiante, eu queria mostrar a importância de fazer jornalismo para as pessoas e o Cine Nazaré foi à concretização do sonho de fazer um jornalismo comunitário. O Cine Nazaré vive e por isso, a necessidade de retratá-lo dando oportunidade para que as próximas gerações conheçam a história de um homem que lutou para que a história do Cinema não fosse perdida. O Cine Nazaré vive.”
Para o diretor executivo do INESP, João Milton Cunha, a publicação engrandece o parlamento: “Assessorar a Assembleia Legislativa por meio de pesquisas, monitoramento e acompanhamento das políticas públicas do Estado é um dos principais eixos de trabalho do Inesp, órgão técnico e científico da Casa. É papel do Instituto publicar obras, estudos e pesquisas de temas necessários ao desempenho parlamentar, e garantir apoio cultural a esta Casa Legislativa ,” afirma.
O livro foi orientado pelo professor e mestre da Universidade Federal do Ceará, Ronaldo Salgado, o precursor da Revista Entrevista e orientador do livro Cine Diogo – O cinema azul.
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