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Brasil teve 120 mil mortes associadas a ondas de calor em 20 anos Pesquisa aponta maior risco para idosos e população vulnerável

  Um estudo lançado nesta quarta-feira (17) estima que aproximadamente 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019 estiveram associadas às ondas de calor. Isso equivale a 0,6% da mortalidade total registrada no período, excluindo os óbitos por causas externas (acidentes e violências). Também houve aumento do risco de internações por doenças respiratórias, renais e gastrointestinais durante períodos de temperaturas extremas.   O estudo Saúde e ondas de calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS foi elaborado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A coordenação técnica dos projetos é do Ciência&Clima, cooperação técnica entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e do ProAdapta, parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (MMA) e o Ministério Federal do Meio Ambie...

Sobral - Amamentar reduz risco de câncer de mama, orienta especialista do HRN

 

O outubro rosa é uma campanha que anualmente incentiva o autocuidado e a prevenção dos cânceres de mama e ovário, que estão entre os mais comuns em mulheres. Uma das formas de prevenir esses tipos de cânceres é a amamentação. Além de ser importante para o desenvolvimento do bebê, o aleitamento materno também traz benefícios para as mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), uma mulher que amamenta durante um ano tem 4,3% menos chances de desenvolver tumores na região mamária, o que diminui o risco de câncer de mama.

“Os estudos apontam que, quanto mais tempo a mulher amamenta, menor vai ser o seu risco de desenvolver câncer de mama”, afirma Izabela Tamira, pediatra do Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), do Governo do Estado. De acordo com a especialista, o nível de estrogênio no organismo da mulher não aumenta durante a amamentação.

“O estrogênio é um hormônio que, nos pacientes com desenvolvimento de câncer de mama, vai promover o surgimento, o crescimento desse tumor. Outro fator que também se associa a essa proteção é o desenvolvimento das células mamárias para se especializarem na produção do leite materno. Com esse processo, temos a eliminação de várias células que poderiam ter uma mutação e ser a origem do desenvolvimento do câncer de mama”, explica.

A médica ressalta, ainda, que a amamentação é um fator de proteção até para mulheres com histórico de câncer na família. “Para as mulheres com parente de primeiro grau com câncer, a amamentação vai ser muito útil para evitar o desenvolvimento de células neoplásicas”, completa. Além da redução do risco do câncer, a amamentação também previne problemas como pressão alta, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Ordenha e doação de leite

As mulheres que não conseguem amamentar por motivos diversos podem realizar a ordenha para inibir a produção do estrogênio. “No momento da retirada do leite na ordenha, há esse estímulo à produção e o mecanismo é o mesmo. Por isso, doar também ajuda. Na medida em que a mulher esvazia a mama na amamentação e na doação, ela vai produzir uma maior quantidade de leite e o tempo de amamentação também se torna maior”, completa Izabela.

O excedente de leite materno pode ser doado para o Banco de Leite do HRN. “Amamentar faz bem tanto para o bebê quanto para a maãe. Ele ajuda a salvar vidas de outras crianças. Por isso, unindo a campanha do Outubro Rosa à necessidade constante dos bebês da UTI Neonatal, gostaríamos de pedir às mamães que estão em casa que façam a doação de leite materno”, ressalta a coordenadora do banco de leite materno do HRN, Samara de Andrade.4

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