Número concentra parcela de 41% das vagas na indústria cearense O Ceará encerrou 2025 com mais de 133 mil empregos formais gerados por empresas incentivadas pelo Governo do Estado, por meio do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI). De acordo com levantamento da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), responsável pela operacionalização do fundo, este é o maior resultado registrado desde 2020 e também representa um crescimento de 3% em relação ao ano de 2024. Há 27 anos, Francisca Vasconcelos viu na indústria calçadista a oportunidade que precisava para melhorar de vida e criar sua primeira filha. “Eu trabalhava em casa de família e engravidei quando era menor de idade. Quando engravidei, não tinha condições de criar minha filha, então, fui em busca de algo melhor pra mim”, explica. O ano era 1999 e Francisca conseguia seu primeiro trabalho formal em uma fábrica de calçados recém-chegada ao município de Itapajé. Assim como Francisca, milhares de cearenses têm sua...
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.298, que altera regras sobre o transporte de ônibus interestadual e internacional de passageiros. O texto da nova legislação foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6).
A nova lei altera trechos da legislação que regulamenta o setor de transporte terrestre de passageiros. Entre as principais mudanças está a exigência de capital social mínimo de R$ 2 milhões para as empresas que pretendem operar linhas interestaduais e internacionais.
Ao pedir autorização à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para atuar em algum trecho interestadual ou internacional, tais companhias de viação também precisam, a partir de agora, comprovar viabilidade técnica e econômica, além da capacidade operacional que já era exigida anteriormente.
A nova lei manteve a autorização para a intermediação da venda de passagens, feita hoje por meio de plataformas tecnológicas e aplicativos. Contudo, ônibus de transporte de passageiros não regulares – como os de excursões e turismo, por exemplo – ficam vedados de vender bilhetes nos moldes das linhas regulares.
Polêmica
Desde que começou a tramitar no Congresso, o projeto de lei que deu origem às novas regras colocou em rota de colisão viações tradicionais e novas empresas que operam via aplicativos e esquemas colaborativos de fretamento de ônibus interestaduais.
Em 15 de dezembro, por exemplo, data em que o assunto foi votado no plenário da Câmara, centenas de ônibus ocuparam a Esplanada dos Ministérios para protestar contra e a favor do projeto de lei.
Ao final, o texto proveniente do Senado acabou abrandado na Câmara, com a retirada de pontos polêmicos. Em sua versão original, o projeto de lei previa que todas as autorizações concedidas pela ANTT desde 2019 fossem revogadas, ponto que acabou retirado.
Outro ponto retirado foi a exigência de que as empresas tivessem frota própria de, no mínimo, 60% do necessário para operar as linhas interestaduais. Na visão de novas empresas que atuam via aplicativos, o item era tido como uma restrição grave do mercado e da livre concorrência, uma vez que os modelos de negócio do setor preveem cada vez mais a operação por meio do fretamento de veículos, sem frota própria.
Edição: Maria Claudia
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