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Estilo de vida pode influenciar mortalidade por câncer de mama em mulheres jovens no Ceará, aponta dados iniciais de pesquisa da Uece
Estudo da Universidade Estadual do Ceará (Uece), que trabalha com informações da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) entre os anos de 2013 e 2019, aponta que a prevenção, por meio de cuidados com gerenciamento do peso, alimentação e atividades físicas, pode contribuir com a menor incidência e mortalidade por câncer de mama em mulheres. A constatação parte do projeto “Câncer de mama em mulheres jovens: mortalidade atribuível ao estilo de vida - obesidade, alimentação e sedentarismo”, coordenado pela professora Sara Moreira, pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Nutrição e Saúde da Uece.
A pesquisa, que conta com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem o objetivo de avaliar o número de mortes por câncer de mama em mulheres jovens no estado do Ceará que poderiam ser evitadas se fosse adotado um estilo de vida mais saudável com gerenciamento do peso, alimentação adequada e prática de exercício físico.
“Além de todos os resultados parciais já encontrados, observamos, por meio de um cenário fictício com base nesses dados iniciais, se nós eliminássemos obesidade e sobrepeso, teríamos uma redução nas mortes de câncer de mama entre as mulheres com mais de 50 anos de idade”, destaca a coordenadora da pesquisa, professora Sara Moreira.
Os resultados parciais do projeto mostram que, em intervalo de seis anos, no Ceará, houve aumento de 10,6% das pessoas “com sobrepeso”. Ao observar as zonas separadamente, foi observado um aumento de 5% na zona urbana e de 32,1% na zona rural. “Isso nos faz despertar mais atenção, um olhar mais cuidadoso, para o aumento da prevalência do excesso de peso na população residente na zona rural”, observa a pesquisadora. Quando avaliada a “obesidade” também foi encontrado aumento, sendo de 8,1% no Ceará e de 30,4% na zona urbana. Já na zona rural houve redução de 40% das mulheres jovens obesas.
Sobre o consumo alimentar, os resultados mostram a redução no consumo regular de feijão e no consumo de peixe pelo menos um dia na semana. De modo positivo, foi identificado aumento no consumo de frutas e hortaliças no Estado, na zona urbana. Na zona rural esse hábito caiu para 5% e aumentou a substituição de refeições por pizzas. “Os achados encontrados na zona rural merecem atenção, pois revelam uma modificação na cultura alimentar do nosso estado, que tem o feijão e o arroz como base da alimentação e o uso de produtos in natura, implicando na inserção de alimentos processados e ultraprocessados”, ressalta Sara Moreira. Além disso, no estado do Ceará, somente 7,1% da população feminina jovem não consumiu ultraprocessados no dia anterior ao que foi entrevistada.
No que diz respeito à prática de atividade física e comportamento sedentário, as mulheres jovens, entre 2015 e 2019, aumentaram a prática de atividade física; e mais de 5% realizam esta atividade, em sua maioria na zona urbana, havendo a necessidade de estimular essas atividades nesses locais. Além disso, a prevalência de mulheres que ficam mais de 3 horas assistindo TV diminuiu. Entretanto, 44,7% das mulheres entrevistadas usavam telas (computador, celular ou tablets) por 3 horas ou mais, no tempo livre, contribuindo para um comportamento sedentário.
Foi encontrado, ainda, aumento expressivo na mortalidade por câncer de mama na Superintendência Regional (SR) - Litoral Leste/Jaguaribe e na SR-Sertão Central. Somado a esse cenário, ressalta-se que a SR-Fortaleza se manteve estável entre 2016 e 2019 e as demais apresentaram queda importante na mortalidade entre 2018 e 2019.
Sobre a mortalidade atribuível, a professora Sara destaca que 23% das mortes por câncer de mama feminino no estado do Ceará poderiam ser evitadas se as mulheres se mantivessem eutróficas, ou seja, sem sobrepeso e obesidade. “Todo esse cenário parcial encontrado com esses resultados já sinaliza importantes contextos que precisam ser trabalhados no nosso estado entre as mulheres, para prevenção da neoplasia de maior incidência e mortalidade no sexo feminino, que seriam a prevenção, não apenas da obesidade, mas também do sobrepeso, o cuidado específico para regiões onde a mortalidade entre mulheres jovens tem maior evidência e o cuidado com a zona rural do Ceará que vem sendo ‘vítima’ do avanço das mudanças alimentares que vem acontecendo no mundo, em nosso país e em nosso Estado”, concluiu a coordenadora da pesquisa.
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