Após atuação do MP do Ceará, Tribunal do Júri condena primeiro réu da Chacina das Cajazeiras a 790 anos de prisão

A atuação do Ministério Público do Estado do Ceará resultou na condenação a 790 anos e quatro meses de prisão de Ednardo dos Santos Lima, primeiro réu da Chacina das Cajazeiras a ir a júri popular. O julgamento, que ocorreu no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, durou cerca de 15 horas e foi encerrado nas primeiras horas desta sexta-feira (09/05).
O Tribunal do Júri acatou as teses do Ministério Público e considerou Ednardo culpado por 14 homicídios consumados e 15 tentativas de homicídio, sendo um dos crimes cometidos contra um adolescente de 14 anos. Ele também foi condenado por integrar organização criminosa. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado, tendo sido negado ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Segundo as investigações do MP do Ceará e da Polícia Civil, Ednardo seria um dos mandantes da chacina, que deixou 14 mortos no local conhecido como “Forró do Gago”, no bairro Cajazeiras, em janeiro de 2018. O crime teria sido motivado por uma disputa entre facções criminosas. Outros oito réus também foram pronunciados pelo Tribunal de Justiça do Ceará a pedido do MP e irão a júri popular em data ainda a ser definida.
O caso faz parte do Programa “Tempo de Justiça”, que busca dar celeridade a processos de crimes dolosos cometidos no Estado do Ceará. A iniciativa é uma parceria do MP do Ceará com o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, Defensoria Pública do Estado do Ceará e Governo do Estado.
*Com informações do TJCE.
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