O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Cavalcante, participou, nesta segunda-feira (26/05), do evento de comemoração do Dia da Indústria, realizado pela CNI, na sede da instituição, em Brasília.
Sob a condução do presidente da Confederação, Ricardo Alban, a cerimônia foi acompanhada por industriais e autoridades dos três Poderes, como o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O superintendente de Relações Institucionais da FIEC, Sérgio Lopes, e o gerente de Comunicação da FIEC, Paulo Nóbrega, também compareceram ao evento.
A programação da CNI contou com a palestra magna do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, o anúncio de resultados do Programa Mover e das chamadas do SENAI e da Embrapii, além de um painel sobre política industrial e o contexto geopolítico, com a participação do vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, e do advogado-geral da União, Jorge Messias. Também foi realizada a entrega da Ordem do Mérito Industrial, que reconhece a contribuição de empresários e autoridades para o desenvolvimento da indústria.
Durante sua fala de abertura, Ricardo Alban enfatizou que a indústria é essencial para o fortalecimento da economia brasileira e que deve liderar o crescimento sustentável do país. “A indústria tem de voltar a ser protagonista para o Brasil seguir a passos largos rumo ao crescimento econômico e à melhora da qualidade de vida dos brasileiros, com geração de emprego e de renda”, afirmou.
O presidente da CNI destacou ainda que a indústria é o motor da inovação, a fonte de empregos de qualidade e a catalisadora do desenvolvimento socioeconômico. Ele lembrou que o PIB do país cresceu 3,4% no ano passado, impulsionado pela indústria de transformação e pela construção, que tiveram altas de 3,8% e 4,3%, respectivamente, em 2024. Observou, no entanto, que as perspectivas para 2025 apontam para um crescimento menor da economia. “Não podemos nos conformar com isso. O processo de reindustrialização deve ser contínuo e planejado, com um cenário de longo prazo”, alertou.
A palestra do ministro Luís Roberto Barroso abordou o tema da regulamentação da inteligência artificial (IA) no país, sob a perspectiva jurídica e seus impactos para o desenvolvimento tecnológico brasileiro. Barroso falou sobre os aspectos positivos da transformação digital, cada vez mais veloz, e também sobre os desafios para regular as diferentes implicações do uso da IA.
Em seguida, foi realizado o painel sobre o papel da política industrial em um novo contexto geopolítico, que contou com a participação, além de Geraldo Alckmin e Jorge Messias, da secretária-geral das Relações Exteriores do Itamaraty, Maria Laura da Rocha; do vice-presidente da Siemens Energy e coordenador da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), André Clark Juliano; do vice-presidente da CNI e presidente da Fibrasa, Léo de Castro; e do senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal.
No encerramento do evento, receberam a Ordem do Mérito Industrial, honraria máxima concedida pela CNI, Arthur Henrique, prefeito de Boa Vista (RR); Fátima Chamma, CEO da Perfumaria Chamma; Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal; Jaime Verruck, secretário de Estado da Semadesc; Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, diretor da Cotto Figueira; Moacyr Ferreira da Conceição, proprietário do Grupo Formate; Monica Burgos, sócia-fundadora do Grupo Avatim; Odacir Antonelli, fundador do Grupo Repinho e da Reflorestadora Santa Tereza; e Paulo Afonso Ferreira, fundador da Sobrado Construção.
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