Passageiros e tripulantes do navio MV Hondius começaram a ser retirados da embarcação na manhã deste domingo (10), quase um mês após um surto de hantavírus matar três pessoas a bordo. Quatorze espanhóis, sendo 13 passageiros e um membro da tripulação, foram os primeiros a deixar o navio, por volta das 5h30 de hoje (horário de Brasília). Segundo o Ministério da Defesa espanhol, mais de 30 profissionais da Unidade Militar de Emergências (UME) participaram da remoção, adotando todas as medidas de segurança necessárias – incluindo a obrigatoriedade de passageiros vestirem trajes de proteção especiais. Do porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife, onde o MV Hondius está atracado, os espanhóis foram transportados para o Aeroporto de Tenerife Sul, de onde viajaram em um avião militar até a Base Aérea de Torrejón de Madri, próxima à capital espanhola, onde deram entrada no Hospital Gómez Ulla. Na sequência dos espanhóis, partiu um grupo de cinco franceses, cercado pelos mesmos c...
Mês de combate a doença tenta reverter o número de 371 casos da doença registrados em 2018 no Ceará
Os males causados pelos vírus podem ser inúmeros, vão desde amarelidão nos olhos, perda de peso, inchaço nas pernas, cirrose até a necessidade de um transplante de fígado. As formas de contágio também. Mas atitudes simples de higiene pessoal e noções de educação sexual podem fazer com que fiquem no passado, por exemplo, os 175 casos de hepatite B e 196 de hepatite C confirmados no Ceará em 2018. Os dados são do Ministério da Saúde.
Atualmente existem cinco tipos de hepatites. O tipo A da doença, no entanto, concentra mais casos nas regiões Norte e Nordeste do país. De acordo com o MS, juntas, elas representam 56,2% das infecções confirmadas entre 1999 a 2017. O Sudeste, neste apanhado de mais de 15 anos, tem 17,1% dos registros. Apesar do alto índice de casos do tipo A, o maior número de notificações ainda é de hepatite C, que apresentou 11,9 casos para cada 100 mil habitantes em todo o Brasil em 2017, com 24.460 pessoas infectadas. No total, foram 40.198 registros de hepatites virais (A, B, C e D) em 2017.
De acordo com o médico infectologista do Hospital Prontocardio, Carlos Jaime, as hepatites crônicas são doenças delicadas por serem silenciosas. ˜Na grande maioria dos casos, os pacientes não apresentam sintomas. Quando o corpo começa a mostrar algum sinal é possível que a doença causada por hepatite viral crônica já tenha comprometido em graus variados a função do fígado. Por isso que é importante o diagnóstico precoce com tratamento adequado”, afirma.
A necessidade da prevenção existe por causa dos prejuízos para a saúde que a doença pode causar. “Hoje em dia o tratamento para hepatite viral causada pelo vírus C, por exemplo, pode ter eficácia bem elevada, acima de 90% do casos (a depender das condições da doença no paciente ), quando detectada e tratada precocemente. Antigamente essa a taxa de cura era de 40%. Infelizmente a prevenção com vacina ainda não está disponível para o vírus da hepatite C. Em relação ao vírus da hepatite B sim, há vacina que proporciona níveis de proteção aos pacientes sem a doença”, lembra.
Um dos impactos da hepatite no ser humano é a redução do tamanho do fígado, o principal órgão responsável pelo metabolismo do organismo. Quando há disfunção deste órgão, a pessoa pode sofrer com perda de peso, fraqueza generalizada, apatia e acontece distúrbio de coagulação do sangue (o indivíduo pode ter sangramentos). “Existem muitos casos de transplante do fígado devido à falência do mesmo, quando a doença já está bem avançada (anos após o indivíduo contrair a infecção). Isso sem contar com o risco de desenvolvimento de câncer de fígado que a infecção crônica pode ocasionar. O uso de preservativos, o não compartilhamento de agulhas contaminadas, o não uso objetos contaminados com sangue de paciente infectado (há casos de contaminação com o uso de alicates em salões de beleza), a vacinação contra hepatite B, são estratégias que ajudam na prevenção, diminuindo drasticamente o número de casos da doença”, conclui o médico.
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