Usuários de trens mudam rotina por causa de greve da CPTM Algumas empresas dispensaram funcionários do presencial Matheus Crobelatti* Publicado em 05/08/2026 - 17:24 São Paulo © Paulo Pinto/Agencia Brasil Versão em áudio Com a greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de São Paulo e a paralisação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5), os usuários do transporte público precisaram reorganizar suas rotinas para chegar a tempo no trabalho e em outros compromissos. É o caso de Giovanna Miranda, gerente de um condomínio na Berrini, zona oeste da capital paulista. A profissional contou à Agência Brasil que o trajeto de carro de sua casa para o trabalho leva, geralmente, 25 minutos. Nessa terça-feira (4), data em que foi iniciada a greve, ela levou 45 minutos para chegar ao trabalho. A volta para casa também foi complicada, o que a fez perder um curso online. “Eu perdi uma reunião na parte da manhã e precisei adia...
As empresas vão ter a possibilidade de reduzir em até 70% o salário e a jornada de todos os funcionários, segundo a Medida Provisória (MP) que modifica as relações trabalhistas no momento de crise do novo coronavírus. O texto, prevê que o trabalhador receba, como contrapartida, uma parcela do seguro-desemprego.
Na prática, o advogado trabalhista Bruno Vaz Carvalho explica que “quando o empregador cortar 70% do salário, o governo federal deve garantir o referente a 70% do que o trabalhador receberia de seguro-desemprego”. A matéria, que ainda está em análise no Palácio do Planalto, inclui os trabalhadores domésticos e as microempresas, com faturamento de até R$ 360 mil reais por ano.
O governo pretende sugerir ainda outros percentuais de redução salarial: de 50% e 25%. Nesse caso, o empregador vai precisar escolher um deles para receber ajuda do seguro desemprego na complementação dos salários dos trabalhadores afetados. A previsão é que o recurso seja adotado inclusive por empresas de grande porte, que tiveram os serviços prejudicados pela crise.
Para micros e pequenas empresas, o corte pode chegar a 100%, se o empregador suspender o contrato de trabalho, outro recurso previsto na MP.
O advogado Bruno Vaz Carvalho ressalta que no caso de um empregador optar por um corte de 70%, o trabalhador que recebe R$ 10 mil reais, por exemplo, passaria a ganhar R$ 3 mil reais, com o acréscimo do percentual de 70% do seguro-desemprego que seria de direito.
O advogado Bruno Vaz Carvalho ressalta que no caso de um empregador optar por um corte de 70%, o trabalhador que recebe R$ 10 mil reais, por exemplo, passaria a ganhar R$ 3 mil reais, com o acréscimo do percentual de 70% do seguro-desemprego que seria de direito.
O impacto previsto com a MP está projetado em R$ 51,2 bilhões de reais, beneficiando cerca de 22 milhões de trabalhadores. A quebra do contrato poderá ser de dois meses e a redução de jornada e salário, de até três meses. O texto ainda está em discussão pela equipe econômica do governo federal.
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