Créditos: @photompanda A Segunda Fase da Copa do Brasil ganhou continuidade nesta semana, inclusive com dois clubes cearenses em campo. Na quarta-feira (4), o Tirol foi até Belo Horizonte para enfrentar o América/MG, no Independência. Com um empate em 1 a 1 no tempo normal, a Coruja acabou sendo superada nas penalidades pelo placar de 4 a 3 e se despediu da competição mais democrática do país. O gol da equipe cearense na partida foi marcado por Welton. Foi a primeira vez que o Tirol participou da competição. Na Primeira Fase, a equipe passou pelo América de Propriá-SE nas penalidades. Na quinta-feira (5), o Maracanã foi até o Rio de Janeiro, onde enfrentou a Portuguesa no Estádio Luso-Brasileiro, em sua estreia no certame. Com um gol nos acréscimos do segundo tempo, o Azulão Metropolitano acabou superado por 1 a 0 e se despediu da competição. Agora, Ceará e Fortaleza são os únicos representantes do estado na disputa. Na Terceira Fase, as duas equipes aguardam a programação detalh...
O impacto da pandemia na vida cotidiana transforma rotinas diariamente, há mais de um ano. A maior pandemia da história em números absolutos deixa sequelas nos indivíduos e na sociedade. A maior parte dos indivíduos acometidos manifesta sintomas persistentes pós-infecção, principalmente relacionadas ao sistema nervoso. Podendo perdurar de duas semanas pós infecção, até quatro meses. As principais queixas são fadiga, estresse, ansiedade, falta de memória, dificuldade para se concentrar e queda de cabelo.
Segundo o ortopedista Rodrigo Astolfi, esses sintomas são retroalimentados pela própria pandemia, na fase aguda da doença. “A melhor maneira de dar oxigênio para o doente com lesão pulmonar é com o uso de máscaras de oxigênio, gerando uma situação em que o doente fica acordado no ambiente de UTI, com a máscara de oxigênio e o aparelho apenas ajudando a respirar, e não sedado com o aparelho respirando por ele. Isso fez com que muitas pessoas que estiveram internadas manifestassem sintomas clássicos de estresse pós traumático: ansiedade, medo, ataques de pânico”, explica Rodrigo.
Além das sequelas deixadas no corpo, a infecção causa medo e altera os modelos de relações sociais, de trabalho e até sexuais. Uma dezena de estudos mostra como as rotinas faziam parte da vida das pessoas e como suas limitações por causa da covid-19 resultaram em consequências inesperadas, a tal ponto que esse cotidiano se tornou algo desejado, privilégio ou objeto de desejo. Funcionários que sonham em retornar ao trabalho, mães trabalhadoras sobrecarregadas com o desmantelamento de suas redes de apoio, jovens que mudam suas formas de lidar com as relações sexuais e afetivas ou pessoas que querem se levantar sem medo todas as manhãs são apenas exemplos das outras sequelas da pandemia.
Para Rodrigo Astolfi o mundo está vivendo um enorme desafio global e para este, as soluções precisam ser abordadas em conjunto e todas as ferramentas precisam ser avaliadas. Suplementações nutricionais principalmente com vitamina B, D, ácido fólico, e zinco, dietas com boa concentração de proteínas, exercícios pulmonares, de fortalecimento muscular e exercícios para memória ajudam na recuperação dos danos orgânicos. Para além do número de doentes, mortos ou desempregados, a pandemia implica também uma crise na vida cotidiana, nas formas de se relacionar, comunicar, divertir, de viajar, estudar, dividir as tarefas domésticas, etc. “Quanto aos danos sociais a única saída é utilizar o sofrimento para reavaliar as prioridades na vida, nos atos e na consciência da efemeridade das coisas materiais”, conclui.
Comentários
Postar um comentário
Expresse aqui a sua opinião sobre essa notícia.